segunda-feira, 13 de junho de 2011

Concorrência e Mérito


A intenção subjacente à concorrência não é tanto a de fazer as coisas o melhor possível, mas a de as tornar o mais rentáveis e lucrativas possível. Por isso se estuda para desempenhar um cargo (estuda-se para ganhar o pão para a boca), esudam-se as maneiras de fazer salamaleques e lamber botas, a rotina e o "sentido do negócio", trabalha-se "para as aparências". Aparentemente, trata-se de fazer "um bom trabalho", mas na verdade o que se pretende é fazer um bom negócio e ganhar dinheiro. Pretensamente, faz-se o que se faz pela coisa em si, mas o que move de facto esse agir é o lucro que ele pode dar. Ninguém gostaria de fazer de censor, mas todos querem ser promovidos; quer-se julgar, administrar, segundo as nossas melhores convicções, etc., mas é preciso precaver o perigo da transferência, da despromoção ou até do despedimento: acima de tudo, é preciso pensar na vidinha. A isto se chama concorrência e mérito.

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