quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

RENOVAR A ESQUERDA

"A reconfiguração da esquerda implica construir uma perspectiva alternativa de poder"
Manuel Alegre no Fórum das Esquerdas:
[com TSF, 15-12-2008] |

"Uma crise como a que o mundo está a viver é uma oportunidade de mudança que a esquerda não deveria desperdiçar" afirmou hoje Manuel Alegre no encerramento do Forum "Democracia e Serviços Públicos". Perante o público que enchia a Aula Magna, onde se via gente das várias esquerdas, Manuel Alegre saudou o debate e apelou à coragem de mudar. "Esta é a nova coragem que é preciso ter", disse. Para Manuel Alegre, "a reconfiguração da esquerda implica a capacidade e a vontade de construir uma perspectiva alternativa de poder."

Manuel Alegre elencou as principais prioridades que resultaram do debate de hoje, salientando que "é preciso questionar e eliminar" a submissão dos serviços públicos às regras da concorrência. O ex-candidato presidencial dirigiu ainda algumas palavras aos socialistas desempregados, precários, professores, funcionarios públicos e agentes do serviço nacional de saúde, capazes de combater e resistir em condições difíceis.
No final, Manuel Alegre lançou a pergunta: "E agora?" Recordando que há "muita gente insatisfeita", respondeu: "Agora há que encontrar o caminho. E esse caminho somos todos nós", "todas as cidadãs e cidadãos que querem outra política e outra alternativa", concluiu.

Após o final do encontro, questionado pelos jornalistas sobre se a «base programática» que saiu do Fórum das Esquerdas é para ir a votos, a resposta foi afirmativa: «É para ir a votos. Não sou eu que defendo a insurreição». Manuel Alegre também afirmou que "não é santo milagreiro" e que o que vier a surgir «não é de um dia para o outro».
Sobre o cenário eventual de criação de um partido político, o ex-candidato presidencial afirmou: «Está permitido por lei». Alegre advertiu ainda que a «reconfiguração da esquerda não se fará sem os eleitores, simpatizantes e militantes do Partido Socialista».

Discurso de Manuel Aegre

Intervenção de Manuel Alegre na Aula Magna
A coragem de mudar
Encerramento do Fórum "Democracia e Serviços Públicos"
14.12.2008

Saúdo os meus colegas nesta sessão de encerramento.
Saúdo os oradores e moderadores dos debates que hoje se realizaram.
É possível debater ideias sem dogmas, sem sectarismos e sem demagogia. Isso só não é possível para quem não pratica a democracia.

Amigos, companheiros e camaradas:

Dante reservou os lugares mais quentes do Inferno para aqueles que em tempo de crise moral se mantivessem neutros. Suponho que há neste momento muitos lugares reservados. Para os neutros e para os cúmplices. E sobretudo para os que andaram a apregoar as delícias da mão invisível e da auto-regulação do mercado e agora recorrem à intervenção do Estado para socializar as perdas e preservar os seus bancos, as suas fortunas e os seus privilégios.
Este é de facto um tempo de crise, um tempo em que não se pode ser neutro. Tempo de decisão e coragem.
A coragem de Roosevelt quando, após a Grande Depressão, enfrentou os muito ricos com um política de fiscalidade redistributiva, com o reforço do papel dos sindicatos, com a elevação do nível geral dos salários, com a intervenção do Estado em sectores-chave da economia e com o estabelecimento de direitos sociais, como o serviço público de saúde. Que nomes não nos chamariam em Portugal se hoje disséssemos o mesmo.
A coragem do Governo da Frente Popular presidida por Léon Blum, quando, em 1936, tomou um conjunto de medidas fundadoras dos modernos direitos sociais. Entre eles as férias pagas e as imagens para sempre inapagáveis dos operários que partiam a cantar, de bicicleta ou de comboio, para pela primeira vez verem o mar e gozarem as praias que até então eram só de alguns.
Coragem para mudar a sociedade e a vida. Coragem para estar ao lado dos desempregados e desfavorecidos e não para, à custa dos dinheiros públicos, salvar um banco privado que administra grandes fortunas. Coragem para mudar. A começar por nós mesmos. Coragem para se saber de que lado se está do ponto de vista das lutas sociais. Coragem para dialogar onde até agora se monologava. Coragem para convergir onde até agora se divergia.
Esta não é uma iniciativa inter-partidária. E por isso não está nenhum partido a menos nem nenhum partido a mais. Estão aqui cidadãs e cidadãos que não querem ser neutros e pretendem, em conjunto, procurar novas respostas, convencidos de que é possível construir soluções alternativas e de que é esse o papel da esquerda: não se conformar, não se resignar, não desistir.
Muitos de nós combatemos, por caminhos diferentes, o pensamento único que nos últimos vinte e tal anos desregulou o mundo aplicando em toda a parte as mesmas receitas: diminuição do papel do Estado, redução dos serviços públicos ou a sua gestão em concorrência com os privados, esvaziamento dos direitos sociais, deslocalização, desemprego, exclusão, precariedade, corrupção, destruição do ambiente, agravamento das desigualdades, empobrecimento progressivo da qualidade da democracia.
Começou com Reagan e Thatcher, culminou com Bush e da pior maneira: com a guerra do Iraque, os voos da CIA e Guantánamo, símbolo tenebroso do desrespeito pelos Direitos do Homem de cuja proclamação se celebram agora 60 anos. E por isso é que a eleição de Barack Obama, que é, em si mesma, um factor de mudança cultural e cívica, constitui uma tão grande e porventura desmedida esperança.
Ao longo de todo este tempo, desde a queda do muro de Berlim, o capitalismo ficou sem concorrência, mesmo que para muitos de nós ela não fosse a mais desejável. E ficou também sem a resistência da social-democracia. Agiu como se tudo lhe fosse permitido. Algumas das conquistas sociais que vinham de 1936 e do pós-guerra foram sistematicamente desmanteladas ou reduzidas ao mínimo. Por outro lado, a globalização também globalizou as desigualdades. O resultado está à vista: colapso do sistema financeiro, recessão económica, uma democracia mais pobre, consequências sociais imprevisíveis. Está a acontecer na Grécia, amanhã pode ser em Espanha, pode ser na França, pode ser aqui. Em toda a parte.
Não é possível resignarmo-nos ao nível de desigualdades existente no nosso país. Segundo os índices da OCDE, somos um dos três países daquela organização onde há maiores desigualdades. E somos o país da União Europeia onde há mais desigualdade na distribuição da riqueza. Há qualquer coisa de errado no nosso modelo de desenvolvimento.
Há qualquer coisa que não bate certo num país em que cerca de 18% de portugueses vivem no limiar da pobreza e uma minoria de gestores se auto-atribui milhões e milhões em prémios, indemnizações e salários.
Há qualquer coisa de indecoroso na promiscuidade entre o exercício de cargos políticos e os negócios privados.
Há qualquer coisa do avesso quando o novo Código do Trabalho é elogiado pelo Presidente da CIP.
Há algo de obstinado e cego e surdo quando se insiste numa avaliação por quotas, administrativa e economicista, que está a paralisar a escola pública e a desqualificar a Administração Pública em geral.


Os debates que hoje se realizaram sobre “Democracia e Serviços Públicos” permitiram por certo estabelecer pontes e convergências para a construção de políticas alternativas. Não são um ponto de chegada, mas um ponto de partida. E seria interessante que cada um desses painéis pudesse continuar autonomamente a aprofundar o debate e encontrar novas soluções. Em torno destes temas é com certeza possível encontrar convergências.
Permitam-me agora algumas reflexões e propostas sobre a Democracia e os Serviços Públicos.
O conceito de serviços públicos como actividades de interesse geral que o Estado se obriga a prestar a todos os cidadãos surgiu no século passado. Foi então assumido que se tratava de necessidades colectivas que não podiam ser resolvidas pelo mercado.
A obsessão desreguladora dos anos oitenta pôs em causa este conceito e forçou a abertura ao mercado e à concorrência de sectores até então considerados “Serviços públicos”, como as grandes indústrias de redes (energia, telecomunicações, transportes ou serviços postais). Esses serviços passaram a designar-se como serviços de interesse económico geral.
O processo continuou em áreas essenciais ao cumprimento dos direitos sociais (educação, saúde, segurança social), com a entrada em força do mercado nessas áreas e a criação da figura das parcerias publico-privadas para substituir o que até então fora considerado serviço público.
Assistiu-se ao endeusamento do mercado e à diabolização do Estado, mesmo quando os níveis de satisfação desceram, o desemprego aumentou e os custos dispararam. E à sombra das parcerias publico-privadas floresceram grandes negócios privados e desvirtuaram-se regras de transparência obrigatórias no serviço público.
No direito comunitário, o coração do debate sobre os serviços públicos está no artigo 86 do Tratado Europeu, segundo o qual as empresas que prestam serviços de interesse económico geral estão sujeitas às regras da concorrência.
É preciso questionar e eliminar esta situação. A submissão dos serviços públicos às regras da concorrência priva o Estado de intervir em áreas essenciais para a satisfação das necessidades básicas dos cidadãos e distorce a avaliação dos serviços prestados.
É inaceitável que os serviços públicos sejam tratados como se fossem uma qualquer mercadoria.
É inaceitável que se defenda a perda de milhares de empregos no sector público como condição de progresso.
É inaceitável que se instituam regras de avaliação na educação cujo objectivo é “emagrecer” o número de professores na escola pública.
É inaceitável o encerramento de serviços públicos no interior do país, que contribui, às vezes por forma dramática, para a desertificação do território.
É inaceitável a entrega sistemática ao privado de sectores económicos rentáveis, nomeadamente na área da energia.

A saída da actual crise financeira, económica e social exige que a esquerda apresente políticas alternativas ao modelo neo-liberal e especulativo ainda dominante. Políticas que se baseiem na solidariedade, na sustentabilidade e na cooperação.
Defendo por isso como prioridades:
• o abandono da agenda da “flexisegurança” por uma agenda do “bom emprego”. Isto implica que não se pode abdicar de promover o pleno emprego, com reconhecimento dos direitos dos trabalhadores, incluindo a protecção na saúde e a conciliação do tempo de trabalho com a vida privada e familiar
• o combate à especulação financeira e o reforço dos poderes reguladores e intreventores do Estado
• o investimento público em sectores produtivos e geradores de bem estar social, desenvolvimento e emprego sustentável
• uma distribuição mais equitativa do rendimento e da riqueza como condição do desenvolvimento, através da garantia de salários e pensões mínimas mais elevados e da taxação fiscal de salários e pensões milionárias
• a promoção de políticas contra a pobreza, nas áreas da formação, emprego, habitação, acção social e direitos dos imigrantes
• o reconhecimento do direito à água como um direito humano
• a defesa e reforço da escola pública, do serviço nacional de saúde e da segurança social pública, como garantia de direitos fundamentais dos cidadãos
• a definição de políticas públicas para as cidades, que incluam o transporte, a habitação, o património, a cultura, o ambiente, o espaço público e a participação cívica
• a defesa da qualidade de vida e o combate à especulação imobiliária
• o incentivo a práticas de protecção do ambiente e de eficiência energética

Por todas estas razões, a esquerda tem de promover e aprofundar o debate sobre os serviços públicos e o seu papel numa democracia moderna e de qualidade.


Amigos, companheiros e camaradas

Uma crise como a que o mundo está a viver é também uma oportunidade de mudança. Uma oportunidade que a esquerda não deveria desperdiçar. Ninguém nos perdoaria. Uma oportunidade para propormos soluções de mudança e uma oportunidade para nós próprios também mudarmos. E neste sentido talvez o caminho seja mais árduo e mais complexo.


Não se trata de fazer revoluções já feitas e passadas.
Não se trata de reescrever a história que já está escrita.
Não se trata de inventar novos dogmas, novos sectarismos e novas excomunhões.
Ninguém é proprietário da esquerda, ninguém tem o monopólio da verdade, ninguém é dono do futuro.
A nossa força está na nossa pluralidade, nas nossas diferenças e, no respeito por elas, na nossa capacidade de construir convergências.
É esse o novo e grande desafio moral e político.
É essa a coragem de que precisamos. A coragem de não nos repetirmos. A coragem de abrir novos caminhos.
Não estamos aqui para tentar impedir que outros cresçam, mas para que toda a esquerda possa crescer em todos os sentidos. Não apenas eleitoralmente. Mas cívica e politicamente.
Porque esse é que é o problema. Crescer para quê? Para que políticas? Com que rumo? E para onde?
É preciso que parte da força eleitoral da esquerda não se vire contra si mesma. E muito menos contra as outras esquerdas. Porque essa tem sido a fragilidade das esquerdas europeias e da esquerda portuguesa. Há, por um lado, a esquerda do governo, que quando o é deixa de ser praticante. E a outra, que frequentemente se acantona no contra-poder.
Talvez aqui as convergências sejam mais difíceis de construir. Mas eu estou aqui para falar com clareza, com verdade e com fraternidade. Em meu entender, esse é o novo tabu que é preciso quebrar. A reconfiguração da esquerda implica a capacidade e a vontade de construir uma perspectiva alternativa de poder. Esta é a nova coragem que é preciso ter. Não só a coragem de resistir e persistir, de que muitos de nós temos experiência, mas a coragem de virar a página e construir uma nova esperança e uma nova alternativa.
Sei que não é fácil e não há agendas escondidas. Sei que é algo que não se decreta. Sei que é um processo que, para ser viável, exige consistência e passa pela difícil construção de uma via nova e de uma base programática sólida.

Mas estou de acordo com o que recentemente escreveu Rui Tavares: “Essa é a responsabilidade histórica da esquerda portuguesa. Mas não sabemos se ela vai estar à altura dessa responsabilidade.” Eu acho que precisamos de ter a coragem de estar à altura. Até porque, como diz o mesmo autor, “se o desejo da esquerda é transformar a sociedade portuguesa, o momento aí está.”

Permitam-me também que vos diga, com toda a franqueza e fraternidade, que a reconfiguração da esquerda portuguesa não se fará sem o concurso de eleitores, simpatizantes e militantes do Partido Socialista.
Permitam-me que daqui saúde os meus camaradas socialistas desempregados ou em trabalho precário. Os meus camaradas socialistas que se sentem inseguros com a crise e ameaçados por novas falências. Os meus camaradas socialistas professores que com muitos outros lutam pela suspensão de uma avaliação absurda. Os meus camaradas socialistas funcionários públicos que, apesar de todos os bloqueios, continuam honradamente a servir o Estado. Os meus camaradas que em condições difíceis, nos hospitais civis, trabalham para defender e dignificar o serviço nacional de saúde, grande bandeira e grande conquista da democracia portuguesa. Permitam-me, enfim, que saúde os meus camaradas socialistas que com outros milhares de trabalhadores se manifestam, resistem e protestam contra o novo Código do Trabalho, que representa, como disse Jorge Leita, um retrocesso civlizacional.
É para eles que vai neste momento o meu pensamento e a minha fidelidade de militante socialista.


Um grande português chamado Antero de Quental falou do socialismo como protesto moral contra a injustiça e a exploração. Foi há muito. Mas continua a ser uma boa inspiração para todos nós. Os explorados, os oprimidos, os deserdados da vida foram e são a razão de ser da esquerda. É por eles que estamos aqui, não pelas grandes fortunas, desculpem-me a insistência, do Banco Privado Português.


Amigos, Companheiros e Camaradas:

Eu acho que foi muito bom estarmos aqui a debater. Este debate constitui uma mudança de significado político e cultural.
Há muita gente insatisfeita. Eu também quero mais.

E agora, perguntarão?

Agora há que encontrar o caminho.
E esse caminho somos todos nós. São todas as cidadãs e cidadãos que querem outra política e outra alternativa. Por uma democracia, mais limpa, mais justa e mais solidária.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

DIZ NÃO À CRISE


Dizem os especialistas, não sem uma boa dose de crueldade, que os portugueses vivem acima das suas possibilidades. Mas que portugueses?
Os que se endividam para ter uma máquina de lavar roupa, ou um aparelho de televisão? Os que comem a crédito?
Na verdade, muitos portugueses, se vivessem de acordo com as suas possibilidades, viveriam abaixo das condições sociais mínimas que a vida actual exige. Bem ou mal, talvez mal, mas exige. Ou há alguém que pense que uma máquina de lavar roupa não faz falta a quem trabalha muitas horas por dia? Ou um televisor a quem precisa de distrair a cabeça?
E, depois, se esses portugueses não tivessem acesso ao consumo, o que seria desta sociedade de consumo?
Talvez seja mais acertado dizer que há portugueses que ganham mais dinheiro do que o de que realmente necessitam. E esta, sim, é uma verdade que, não sendo tão cruel como acusar aqueles que vivem acima das sua possibilidades e que, mesmo assim, vivem mal, deveria ser correctamente equacionada.
Talvez seja necessário pensar que o direito à propriedade privada não é um direito divino nem natural: é, antes, tal como a acumulação de capital uma conveniência social. Por outras palavras, o capitalismo é uma conveniência, uma coisa que "dá jeito", não um direito ou uma garantia de justiça.
Parece que convém que seja assim, que o capital se concentre nas mãos de alguns e que a propriedade privada seja uma forma de distribuição de bens que, no final de contas, deveriam ser de todos. Ou será que alguém alguma vez nasceu já com o título de propriedade de uma parte da terra, passado pelos deuses ou pela natureza?
O capitalismo é uma evolução "racionalizada" das lutas pelo território, travadas em tempos primitivos e arcaicos pelos seres humanos e ainda prática corrente no restante reino animal.
O capitalismo, isto é: a concentração do capital, é, então, uma conveniência, uma forma particular que muitos julgam acertada e "racional" de organização social.
Ora, numa altura de crise, é bom que aquilo que se considera ser mais conveniente para todos o seja de facto.
Não é esta a melhor altura para deitar areia aos olhos das pessoas.
Se o capitalismo é uma coisa boa, é bom que o seja, para todos.
E, já agora, que não sejam responsabilizados pelas crises do capitalismo aqueles que nada têm, a não ser a sua força de trabalho.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O QUE É UMA CRISE DO CAPITALISMO?




La superioridad del capitalismo

Santiago Alba Rico

La Jiribilla

¿Qué es una crisis capitalista?

Veamos en primer lugar lo que no es una crisis capitalista:

Que haya 950 millones de hambrientos en todo el mundo, eso no es una crisis capitalista.

Que haya 4.750 millones de pobres en todo el mundo, eso no es una crisis capitalista.

Que haya 1.000 millones de desempleados en todo el mundo, eso no es una crisis capitalista.

Que más del 50% de la población mundial activa esté subempleada o trabaje en precario, eso no es una crisis capitalista.

Que el 45% de la población mundial no tenga acceso directo a agua potable, eso no es una crisis capitalista.

Que 3.000 millones de personas carezcan de acceso a servicios sanitarios mínimos, eso no es una crisis capitalista.

Que 113 millones de niños no tengan acceso a educación y 875 millones de adultos sigan siendo analfabetos, eso no es una crisis capitalista.

Que 12 millones de niños mueran todos los años a causa de enfermedades curables, eso no es una crisis capitalista.

Que 13 millones de personas mueran cada año en el mundo debido al deterioro del medio ambiente y al cambio climático, eso no es una crisis capitalista.

Que 16.306 especies están en peligro de extinción, entre ellas la cuarta parte de los mamíferos, no es una crisis capitalista.

Todo esto ocurría antes de la crisis. ¿Qué es, pues, una crisis capitalista? ¿Cuándo empieza una crisis capitalista?

Hablamos de crisis capitalista cuando matar de hambre a 950 millones de personas, mantener en la pobreza a 4700 millones, condenar al desempleo o la precariedad al 80% del planeta, dejar sin agua al 45% de la población mundial y al 50% sin servicios sanitarios, derretir los polos, denegar auxilio a los niños y acabar con los árboles y los osos, ya no es suficientemente rentable para 1.000 empresas multinacionales y 2.500.000 de millonarios.

Lo que demuestra la superior eficacia y resistencia del capitalismo es que todas estas calamidades humanas -que habrían invalidado cualquier otro sistema económico- no afectan a su credibilidad ni le impiden seguir funcionando a pleno rendimiento. Es precisamente su indiferencia mecánica la que lo vuelve natural, invulnerable, imprescindible. El socialismo no sobreviviría a este desprecio por el ser humano, como no sobrevivió en la Unión Soviética, porque está pensado precisamente para satisfacer sus necesidades; el capitalismo sobrevive y hasta se robustece con las desgracias humanas porque no está pensado para aliviarlas.

Ningún otro sistema histórico ha producido más riqueza, ningún otro sistema histórico ha producido más destrucción. Basta considerar en paralelo estas dos líneas -la de la riqueza y la de la destrucción- para ponderar todo su valor y toda su magnificencia. Esta doble tarea, que es la suya, el capitalismo la hace mejor que nadie y en ese sentido su triunfo es inapelable: que haya cada vez más alimentos y cada vez más hambre, más medicinas y más enfermos, más casas vacías y más familias sin techo, más trabajo y más parados, más libros y más analfabetos, más derechos humanos y más crímenes contra la humanidad.

¿Por qué tenemos que salvar eso? ¿Por qué tiene que preocuparnos la crisis? ¿Por qué nos conviene encontrarle una solución? Las viejas metáforas del liberalismo se han revelado todas mendaces: la “mano invisible” que armonizaría los intereses privados y los colectivos cuenta monedas en una cámara blindada, el “goteo” que irrigaría las capas más bajas del subsuelo apenas si es capaz de llenar el cuenco de una mano, el “ascensor” que bajaría cada vez más deprisa a rescatar gente de la planta baja se ha quedado con las puertas abiertas en el piso más alto. Las soluciones que proponen, y aplicarán, los gobernantes del planeta prolongan, en cualquier caso, la lógica inmanente del beneficio ampliado como condición de supervivencia estructural: privatización de fondos públicos, prolongación de la jornada laboral, despido libre, disminución del gasto social, desgravación fiscal a los empresarios. Es decir, si las cosas no van bien es porque no van peor. Es decir, si no son rentables 950 millones de hambrientos, habrá que doblar la cifra. El capitalismo consiste en eso: antes de la crisis condena a la pobreza a 4.700 millones de seres humanos; en tiempos de crisis, para salir de ella, sólo puede aumentar las tasas de ganancia aumentando el número de sus víctimas. Si se trata de salvar el capitalismo -con su enorme capacidad para producir riqueza privada con recursos públicos- debemos aceptar los sacrificios humanos, primero en otros países lejos de nosotros, después quizás también en los barrios vecinos, después incluso en la casa de enfrente, confiando en que nuestra cuenta bancaria, nuestro puesto de trabajo, nuestra televisión y nuestro ipod no entren en el sorteo de la superior eficacia capitalista. Los que tenemos algo podemos perderlo todo; nos conviene, por tanto, volver cuanto antes a la normalidad anterior a la crisis, a sus muertos en-otra-parte y a sus desgraciados sin-ninguna-esperanza.

Un sistema que, cuando no tiene problemas, excluye de una vida digna a la mitad del planeta y que soluciona los que tiene amenazando a la otra mitad, funciona sin duda perfectamente, grandiosamente, con recursos y fuerzas sin precedentes, pero se parece más a un virus que a una sociedad. Puede preocuparnos que el virus tenga problemas para reproducirse o podemos pensar, más bien, que el virus es precisamente nuestro problema. El problema no es la crisis del capitalismo, no, sino el capitalismo mismo. Y el problema es que esta crisis reveladora, potencialmente aprovechable para la emancipación, alcanza a una población sin conciencia y a una izquierda sin una alternativa elaborada. Se equivoque o no Wallerstein en su pronóstico sobre el fin del capitalismo, tiene razón sin duda en el diagnóstico antropológico. En un mundo con muchas armas y pocas ideas, con mucho dolor y poca organización, con mucho miedo y poco compromiso -el mundo que ha producido el capitalismo- la barbarie se ofrece mucho más verosímil que el socialismo.

Por eso hay que auparse en los islotes de conciencia y en los grumos de organización. Cuba bloqueada, Cuba azotada por los vientos, Cuba pobre, Cuba incómoda, Cuba a veces equivocada, Cuba improvisada, Cuba disciplinada, Cuba resistente, Cuba ilustrada, Cuba siempre humana, mantiene abierta una tercera vía, hoy más necesaria que nunca, entre el capitalismo y la barbarie. Si no podemos ayudarla, podemos al menos ayudarnos a nosotros mismos pensando en ella con alivio y agradecimiento.

TRABALHO DO GRUPO III


Trabalho do Grupo 3 - Psicologia

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KARL MARX - O CAPITAL


Karl Marx O C A P I T A L 1

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Karl Marx O C A P I T A L 1
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NÃO É VERDADE


No Es Verdad

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1 month ago


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Manifiesto pedagógico



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LIBERDADE - de acordo com "Pensar Azul"


Liberdade

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De acordo com \"Pensar Azul\"



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ACÇÃO HUMANA - de acordo com "Pensar Azul"


Acção Humana

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

BEM ME QUER PARECER QUE O MAGALHÃES NASCEU COM PROBLEMAS DE IDENTIDADE, COMO O SEU PATRONO DE NACIONALIDADE


Próximo Magalhães será mais português
A JP Sá Couto, fabricante do Magalhães, a Intel e o Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (CEIIA) assinaram hoje um acordo com vista a desenvolver a próxima versão do Magalhães.
Apesar de o projecto Magalhães ser relativamente novo, a JP Sá Couto já está a trabalhar no desenvolvimento do próximo modelo. O acordo hoje anunciado tem como objectivo desenvolver um novo portátil, melhor adequado às necessidades dos alunos portugueses. Ao contrário do que acontece com o actual Magalhães, que foi desenvolvido pela Intel (projecto Classmate 2), a próxima versão do portátil será desenhado em conjunto pelas três entidades signatárias do acordo. O CEIIA, associação portuguesa sem fios lucrativos, assumirá um papel importante no desenvolvimento, apoiando não só no desenho, como também na industrialização do novo Magalhães.

Segundo o comunicado divulgado «É desejo das três companhias que o Magalhães, como iniciativa Educativa global, continue a contribuir para o desenvolvimento na educação de milhares de jovens estudantes, a um preço acessível. Capacidade Wireless nativa, baixo custo, ser à prova de água e de choque, e estar equipado com software educativo, adaptado aos programas educacionais das escolas, continuarão a ser premissas essenciais a marcar no médio e longo prazo, a evolução da iniciativa Magalhães.»

REIVINDICAÇÃO LEGÍTIMA

sábado, 22 de novembro de 2008

ENTÃO, JÁ CHEGAMOS À MADEIRA?






ISTO É O QUE ESTÁ ESCRITO NO ESTATUTO DO ALUNO, aprovado por LEI da Assembleia da República:
Sempre* que um aluno, *independentemente da* *natureza* *das faltas*, atinja um número total de faltas correspondente a três semanas no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao triplo de tempos lectivos semanais, por 
disciplina, nos 2.º e 3.º ciclos no ensino básico, no ensino secundário e no ensino recorrente, ou, tratando -se, exclusivamente, de faltas injustificadas, duas semanas no 1.º ciclo do ensino básico ou o dobro de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos e níveis de ensino, *deve realizar, logo que avaliados os* *efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas* *no número anterior, uma prova de recuperação, na disciplina* *ou disciplinas em que ultrapassou aquele limite,* *competindo ao conselho pedagógico fixar os termos* *dessa realização(…)*

Este estatuto que decorre de uma LEI foi alterado por um Despacho ministerial no que diz respeito ao efeito das faltas não injustificadas (justificadas, portanto).
Há mais exemplos... Este é só o mais recente.
E não devemos nós preocupar-nos com a democracia neste lindo país, à beira-mar plantado?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Education World Lesson Planning Newsletter -- Volume 10, Issue 47

 

Dear Education Leaders,

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Volume 10, Issue 47
November 19, 2008

Celebrate Geography Awareness Week (November 16-22)
Geography lessons can make a "world" of difference in students' knowledge of the world and in their test scores. That's because geography is multidisciplinary by nature. Our archive presents geography lessons that teach geography as well as math, language, and cultural literacy. Included: Dozens of lessons for Geography Awareness Week.
http://www.educationworld.com/soc_sci/geography/index.shtml

The Great American Smokeout (November 20)
The Great American Smokeout is a great time to get out the message: Smoking kills! Included: A "pack" of activities to drive home the anti-smoking message and a "carton" of anti-smoking Internet sites to visit.
http://www.educationworld.com/a_lesson/lesson/lesson034.shtml

Bullying Awareness Week (November 16-22)
For many years, bullying was seen as a necessary evil -- an unpleasant, but unavoidable, rite of childhood. Ignore it, we thought, and it would go away. The problem hasn't gone away, though, and educators can’t ignore it. Included: Ten special activities for Bullying Awareness Week (November 16-22) -- activities for teaching kids about empathy, anger management, and effective conflict resolution.
http://www.educationworld.com/a_special/bully.shtml

More Timely Lesson Ideas
Native American Heritage Month
Reading Fun for All Year Long
Thanksgiving Lesson Ideas
http://www.educationworld.com/a_special/native_americans.shtml
http://www.educationworld.com/a_special/book_week.shtml
http://www.educationworld.com/holidays/archives/thanksgiving.shtml

Lesson Plan of the Day
Click the link above to see dozens of recent Lesson Plans of the Day, including the five lessons below that were posted last week.
Thanksgiving Placemats - A community service project (PK-12)
Thanksgiving Feast - Where are Thanksgiving foods grown? (3-8)
Graph the Annual Food Drive - A practical activity. (K-12)
Anti-Smoking Letters - Encourage a friend not to smoke. (3-12)
Be a Historian - Learn about the First Thanksgiving (3-8)
http://www.educationworld.com/a_lesson/archives/dailylp.shtml

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News for Kids
Students' "Bank" Loans Money to Start Businesses
Some U.S. students are helping poor women build businesses that improve their families’ lives.
http://www.educationworld.com/a_lesson/archives/newsforyou.shtml

Vicki Cobb’s Show-Biz Science
Can measurement predict race winners?
http://www.educationworld.com/a_lesson/showbiz_science/showbiz_science038.shtml

Box Cars and One-Eyed Jacks
Math Games With Joanne and Jane

This week: “3 Addend Snap.”
http://www.educationworld.com/a_lesson/boxcars/boxcars010.shtml

Early Childhood Center
* Rhyme Time
This week's poem for Early Childhood educators:
Thinking About Thanksgiving
* Early Childhood Teaching Themes
Health: The Flu Season
The Many Faces of Thankfulness
Giving Thanks
http://www.educationworld.com/a_earlychildhood/newsletters/

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Avaliação dos Professores

 

Conselho das Escolas pede fim da avaliação dos professores
Diário Digital - Lisboa,Portugal
A estação de televisão recorda que o órgão consultivo do Governo recomenda a suspensão da avaliação dos professores, nove vezes depois do mesmo conselho dar ...
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Professores rejeitam comissão de sábios para a avaliação
Diário Digital - Lisboa,Portugal
A Plataforma Sindical dos Professores rejeitou hoje a hipótese de se criar uma «comissão de sábios» para negociar o processo de avaliação dos docentes, ...
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Maratona de reuniões para salvar avaliação de professores
RTP - Lisboa,Portugal
RTP Valter Lemos é a cara do ministério da Educação nos encontros que se sucedem para encontrar uma solução para a avaliação dos professores. ...
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Aprender com...os professores
Jornal de Negócios - Portugal - Lisboa,Lisboa,Portugal
... a ministra da Educação e os professores está a fazer pior ao ensino, nesta fase, que o bem que faria o novo estatuto ou a avaliação dos professores. ...
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Avaliação professores: FENPROF aceita comissão de sábios
Diário Digital - Lisboa,Portugal
A aprovação de um modelo de avaliação de professores exige um processo negocial envolvendo a tutela e os professores. Agora que haja um suporte cientifico ...
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Os professores contestam o modelo de avaliação de desempenho ...
Sol - Lisboa,Lisboa,Portugal
1.º Avaliar os professores tendo em conta «a melhoria dos resultados escolares dos alunos» significa a desresponsabilização do aluno e dos pais ea ...
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Plataforma de Sindicatos insiste na suspensão da avaliação dos ...
TSF Online - Lisboa,Lisboa,Portugal
A Plataforma de Sindicatos da Educação reafirmou esta terça-feira, no Parlamento, que o processo de avaliação dos professores deve ser suspenso. ...
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Avaliação professores: Vitorino propõe Comissão de Sábios
Diário Digital - Lisboa,Portugal
... em declarações à RTP, a criação de uma Comissão de Sábios que tivesse por missão avaliar o processo de avaliação dos professores. ...
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Educação: processo de avaliação pode ficar «simplex»
Agência Financeira - Lisboa,Portugal
... alterações pode estar para breveO Ministério da Educação poderá publicar em breve um despacho com alterações ao processo de avaliação dos professores. ...
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António Vitorino propõe comissão independente para avaliar professores
Público.pt - Lisboa,Lisboa,Portugal
António Vitorino defendeu ontem que o problema da avaliação dos professores devia ser entregue a uma comissão independente, aceite por ambas as partes, ...
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LAMS and the LAMS Community from Macquarie University and the LAMs foundation wins Australian Regional Learning Impact Competition

 

IMS GLC Community News

18 November 2008

LAMS and the LAMS Community from Macquarie University and the LAMS foundation wins Australian Regional Learning Impact Competition

Scootle and QTImPlayer take second and third prizes at the competition in Melbourne Australia

Download pdf

18 November 2008 -- Melbourne, Australia and Lake Mary, Florida, USA. The winners of the Australian Regional Learning Impact Awards (LIA) competition were announced at the IDEA 2008 conference on 13 November 2008.The two day conference was hosted jointly by the Australian Government -Department of Education, Employment and Workplace Relations, Link Affiliates, and the University of Southern Queensland.

The LIA awards are unique in that they recognize the use of technology in context.  Nominations include information about the technology along with how it is used by an educational or training organization. Entries are evaluated according to eight criteria of impact, including improving access to learning, improving affordability of learning, and improving the quality of learning.

LAMS (Learning Activity Management System) and the LAMS Community with Macquarie University and the LAMs foundation took the top prize and first place in the competition. LAMS provides educators with a visual drag-and-drop environment for authoring and sharing Learning Designs, along with a Learning environment for deployment with students, and a teacher monitoring environment for tracking student progress. 

Second place in the competition was awarded to Scootle from The Le@rning Federation. Scootle is a secure online teaching and learning environment for teachers, trainee teachers and students to help them find and use national digital resources.

QTImPlayer with support from TAFE Tasmania & TAFE NSW Armidale Inst was the third place winner. QTImPlayer is  a mobile application enabling the user to access, read, play, complete, record and report outcomes for IMS Question and Test Interoperability (QTI) 2.0 compliant and validated assessment tools.

All three winners will be invited to compete at an international level at the Learning Impact Awards to be held in Barcelona Spain the 11-14 May 2009. Any organization may submit a nomination for the international competition at http://www.imsglobal.org/learningimpact2009/liformchoice.cfm until 31 December 2008. Information and registration for the Learning Impact Conference is available at: http://www.imsglobal.org/learningimpact2009/index.html
About IMS Global Learning Consortium (IMS GLC)
IMS Global Learning is a global, nonprofit, member organization that strives to enable the growth and impact of learning technology in the education and corporate learning sectors worldwide. IMS GLC members provide leadership in shaping and growing the learning industry through community development of interoperability and adoption practice standards and recognition of the return on investment from learning and educational technology. For more information, including the world's most comprehensive set of learning technology interoperability standards, information on the annual Learning Impact conference and awards program, and free community resources for learning technology leaders, visit http://www.imsglobal.org/.

pic1Winner:
James Dalziel , LAMS: Learning Activity Management Systems and Prof Alan Smith University of Southern Queensland (Judge Panel)

pic3

Second Place: Nick Weideman and Preety Agarwal, Scootle

pic2

Third Place – QTImPlayer :Stephen Brain and Peter Higgs TAFE Tasmania


Colóquio "Para uma comunidade de Filosofia da Educação de Língua Portuguesa"

 

O Grupo de Investigação "Filosofia da Educação no Espaço Lusófono" do Instituto de Filosofia da FLUP, tem o prazer de convidar V. Exa. para participar no Colóquio e Seminários:

"Para uma comunidade de Filosofia da Educação de Língua Portuguesa"

que decorrerá nos próximos dias 27 e 28 de Novembro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

(entrada livre)

Enviamos em anexo informação mais detalhada.

Com os melhores cumprimentos,

Adalberto Dias de Carvalho

OS PRINCÍPIOS MORAIS SERÃO UNIVERSAIS?

VER: video

O PARADOXO DA SABEDORIA

VER: video

COMO TOMAMOS DECISÕES

VER: video

PROGRAMA REDES DA TVE

Todas as semanas um tema diferente, sempre interessante

sábado, 15 de novembro de 2008

A TEIMOSIA RARAMENTE É SINAL DE INTELIGÊNCIA


A TEIMOSIA RARAMENTE É SINAL DE INTELIGÊNCIA
CLICAR NO SEGUINTE NÚMERO:
12675004

CONFAP - O PERIGO DO ALINHAMENTO COM O PODER OU O RISCO DE OS PAIS SE TORNAREM POLÍCIAS


Dizem os estudiosos das neurociências duas coisas importantes:
  1. que os lobos pré-frontais precisam de aproximadamente 18 anos para funcionar em pleno;
  2. que os lobos pré-frontais desempenham um papel fundamental na gestão daquilo a que vulgarmente se chama juízo.
Compreende-se a preocupação de educadores e adultos em geral quando se confrontam com manifestações de grupos de adolescentes: nunca se sabe muito bem aonde vão parar.
O que não se compreende é a atitude do dirigente da CONFAP (confederação das associações pais) que, apesar de beneficiar de uma maturação completa e eficaz dos seus lobos pré-frontais, alerta os adolescente que se manifestaram lançando ovos ao carro da ministra da educação e fechando a cadeado as portas das escolas que incorriam num crime punido por lei.
Este senhor dirigente parece ter vocação para polícia ou para árbitro de futebol: para este senhor, os "crimes" dos adolescentes devem ser julgados em função da sua fidelidade canina ao poder e, na inutilidade disso, em função do seu desejo pessoal de vitória.
Se os seus filhos e os dos outros tiverem pesadelos nocturnos, com origem nas alucinações de um dirigente que diz qualquer coisa só para aparecer, isso certamente não tem mal... não é crime.... é mesmo só idiotice.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROFESSORES

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Resposta ao Caro anónimo indignado com a indignação dos professores. Nao há como fazer contas.....

 

Genial ironia do colega que se deu ao trabalho em fazer as contas e responder!
Deve ser lido por todos......os portugueses que opinam sem se informarem.·

Caro anónimo indignado com a indignação dos professores...
Caro anónimo indignado com a indignação dos professores, homens (e as
mulheres) não se medem aos palmos, medem-se, entre outras coisas, por
aquilo que afirmam, isto é, por saberem ou não saberem o que dizem e
do que falam.
O caro anónimo mostra-se indignado (apesar de não aceitar que os
professores também se possam indignar! Dualidade de critérios deste
nosso estimado anónimo... Mas passemos à frente) com o excesso de
descanso dos professores: afirma que descansamos no Natal, no
Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também
descansamos aos fins-de-semana). E o nosso prezado anónimo insurge-se
veementemente contra tão desmesurada dose de descanso de que os
professores usufruem e de que, ao que parece, ninguém mais usufrui.
Ora vamos lá ver se o nosso atento e sagaz anónimo tem razão. Vai
perdoar-me, mas, nestas coisas, só lá vamos com contas.
O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e
cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao
seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24
horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões,
em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de
coordenação pedagógica, etc., etc.
Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho
que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há
quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de
testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção
de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação
contínua. Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos
passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que
cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas,
mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos - ficamos por
uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este
professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de
trabalho.
Vamos lá, então, contar:
1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana
cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o
professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana
(estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são
exactamente iguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando
prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do
mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1
hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho.
Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do
presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta
tarefa.
2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por
período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez
testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para
preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado,
acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas neste
trabalho.
3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos,
isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar
que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas
disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é
possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para
conseguir corrigir todos os testes, durante um período.4. Correcção de
trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda
realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um
em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10
minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado
final de mais de 280 horas.
5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que
o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por
período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir
cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora
a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem
estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.
6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas
por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).
7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou
considerar este tempo.
Vamos, então, somar isto tudo:
84h+10h+104h+280h+41h+28h=547 horas.
Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para
estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 11hx14= 154 horas.
Ora 547h-154h=393 horas. Significa isto que o professor trabalhou, no
período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido
destinadas para o efeito.
Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal.
No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de
Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma,
portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31
de Dezembro e dia 2 de Janeiro. Total de 6 dias úteis. Ora 6 dias
vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas. Então, vamos subtrair
às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso
que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas. Quer dizer, o professor
trabalhou a mais 351 horas!! Isto em dias de trabalho, de 7 horas
diárias, corresponde a 50 dias!!! O professor Simplício tem um crédito
sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado
tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.
Pois é, não parecia, pois não, caro anónimo? Mas é isso que o Estado
deve, em média, a cada professor no final de cada período escolar.
Ora, como o Estado somos todos nós, onde se inclui, naturalmente, o
nosso prezado anónimo, (pressupondo que, como nós, tem os impostos em
dia) significa que o estimado anónimo, afinal, está em dívida para com
o prof. Simplício. E ao contrário daquilo que o nosso simpático
anónimo afirmava, os professores não descansam muito, descansam pouco!
Veja lá os trabalhos que arranjou: sai daqui a dever dinheiro a um
professor. Mas, não se incomode, pode ser que um dia se encontrem e,
nessa altura, o amigo paga o que deve.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

M!C News Letter 12 de Novembro de 2008

 

News Letter do M!C

12 de Novembro de 2008

Manuel Alegre: “Não há melhoria do sistema educativo sem a participação e valorização dos professores”

EDITORIAL

De OBAMA até ao MIC

Não invoco o MIC senão como exemplo espontâneo de optimismo. Também não invoco o MIC senão como paradigma da participação política informal, exterior ao poder político e às instituições. Invoco o MIC como uma parcela das soluções necessárias que se terá de completar, pelo menos, com outra. E é essa outra parcela que eu vi na candidatura de OBAMA como, é bom que se reitere, também me levou a aderir à candidatura de Manuel Alegre. >>>

NOTÍCIAS

Apresentação da Revista 2 da OPS!
Alegre farto do «quero, posso e mando» de ministra da Educação

O deputado socialista Manuel Alegre voltou a criticar, esta terça-feira, a ministra da Educação, dizendo que já perdeu a paciência para lógicas do «quero, posso e mando», que considerou serem «insuportáveis», num Governo apoiado pelo PS. Estas declarações foram proferidas na sessão de lançamento do número dois da revista “Ops! Opinião Socialista”. >>>

Maior manifestação de sempre
Professores prometem "guerra o ano todo" e admitem antecipar greve nacional

O porta-voz da Plataforma Sindical de Professores declarou hoje não haver "entendimento possível" com o Ministério da Educação (ME) e prometeu "luta o ano todo", admitindo antecipar a greve nacional convocada para Janeiro. >>>

Congresso do PS Francês
Ségolène Royal confirma candidatura a liderança
Antiga candidata presidencial parte com vantagem na corrida

A ex-candidata presidencial socialista Ségolène Royal, de 55 anos, vai anunciar hoje que será candidata a secretária-geral do Partido Socialista. A candidatura à liderança foi ontem confirmada por responsáveis do partido, após o programa político de Ségolène ter sido o mais votado entre os militantes, antes do Congresso de Reims, que começa na sexta-feira. A liderança será escolhida por voto directo, na próxima semana. >>>

OPINIÃO

Manuel Alegre
VIA NOVA

Segundo o general de Gaulle, comete-se por vezes o erro de ter razão antes de tempo. Na moção "Falar é preciso", apresentada ao Congresso do PS em 1999, cometi esse erro: >>>

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Código de Trabalho: "banco de horas" é "contraditória com a conciliação da vida familiar"

M!C Portugal Newsletter

Education World Lesson Planning Newsletter -- Volume 10, Issue 46

 

 

Dear Education Leaders,

Welcome! This free weekly Lesson Planning newsletter features summaries of lesson plans recently published on Education World®, the largest free, independent resource on the Web for educators. If you enjoy this newsletter, please feel free to forward it to others. If this newsletter has been forwarded to you, you may sign up at http://www.educationworld.com/maillist.shtml. To unsubscribe, see instructions at the bottom of this newsletter. Education World remains a free resource thanks to the support of our advertisers -- so please click on ads of interest and visit our advertisers' sites. Thank you.

========================================================================

This week's newsletter is sponsored by PCI Education.

LET THE TEACHERS TEACH!
PCI Education has been developing materials for the special education and struggling learner population for nearly 20 years.  These materials are designed with special attention to reading level, age appropriate interest level and presentation, simplicity of directions, visual supports, font size, the number of activities on each page, and the number of practice opportunities provided for each skill. 
In addition to these products, PCI Education distributes materials from other publishers that are proven to be successful with struggling learners and are selected to allow for implementation of scaffolding strategies within the classroom. 

Click here for information.

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This week's newsletter is sponsored by Lesson Club.

LessonClub.org is building a comprehensive compendium of peer reviewed, high quality lesson plans for K-12 educators. We are recruiting experienced teachers from every grade level and every subject. Help us in our effort to build our database by signing up on LessonClub.org to become a paid Contributing Educator.

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Volume 10, Issue 46
November 12, 2008

Native American Heritage Month
November is National American Indian and Alaska Native Heritage Month -- the perfect time to explore Education World's resources on the history and culture of America's original inhabitants. Included: Lessons for recognizing America’s Indian roots.
http://www.educationworld.com/a_special/native_americans.shtml

Thanksgiving
"Gobble, gobble, gobble...." Increase your students' knowledge and skills when you use turkeys as a teaching theme. Plus teaching the real story of the First Thanksgiving, much more.
http://www.educationworld.com/holidays/archives/thanksgiving.shtml

Reading Fun
Are you looking for a special project that will excite your students about reading? In this archive, we have gathered dozens of Education World articles that offer unique lessons and ideas for teachers of reading at all levels. Make every week Book Week with these fun and "novel" reading lesson ideas.
http://www.educationworld.com/a_special/reading.shtml

Geography Awareness Week
Geography lessons can make a "world" of difference in students' knowledge of the world and in their test scores. That's because geography is multidisciplinary by nature. Our archive presents geography lessons that teach geography as well as math, language, and cultural literacy. Included: Dozens of lessons for Geography Awareness Week, November 16-22, 2008.
http://www.educationworld.com/a_special/reading.shtml

Lesson Plan of the Day
Click the link above to see dozens of recent Lesson Plans of the Day, including the five lessons below that were posted last week.
Turkey Bulletin Boards - Two fun displays. (Grades K-5)
Lewis and Clark's Journey - A timeline activity. (3-12)
Smoking's Dangers - Just in time for the Smokeout, Nov.20. (K-12)
Gettysburg Address - Compare Lincoln’s draft vs. final version. (6-12)
Design a Navajo Rug - A lesson in symmetry. (3-8)
http://www.educationworld.com/a_lesson/archives/dailylp.shtml

Best Books for
Teaching About...

Click the links below for some great books for teaching about these timely topics.

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Best Books for Teaching About... The Dangers of Smoking
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See more great books for students and classroom teaching themes.

Friday Fun
Take students on the playground to measure the Mayflower.
http://www.educationworld.com/a_lesson/friday/friday012.shtml

Learning Game of the Week
“Musical Spelling Words” is a variation on musical chairs.
http://www.educationworld.com/a_lesson/learninggame/learninggame022.shtml

News for Kids
National Turkey Off to Disneyland
What happens to the National Thanksgiving Turkey after the president gives it a pardon?
http://www.educationworld.com/a_lesson/archives/newsforyou.shtml

Vicki Cobb’s Show-Biz Science
Teach about resistance with this "drag race" between a coin and a stamp.
http://www.educationworld.com/a_lesson/
showbiz_science/showbiz_science037.shtml

Box Cars and One-Eyed Jacks
Math Games With Joanne and Jane

This week: “Adding War.”
http://www.educationworld.com/a_lesson/boxcars/boxcars009.shtml

Early Childhood Center
* Rhyme Time
This week's poem for Early Childhood educators:
Giving Thanks
* Early Childhood Teaching Themes
The Many Faces of Thankfulness
Giving Thanks
More About Thanksgiving
http://www.educationworld.com/a_earlychildhood/newsletters/

Reader's Theater
Anansi and the Yam Hills
A spell (cast by an angry woman with magical powers) turns out to be Anansi’s undoing -- and teaches us all a lesson about greed.
http://www.educationworld.com/a_curr/reading/ReadersTheater/ReadersTheater029.shtml

Tech Lesson of the Week
An Attitude of Gratitude
Middle-school students identify unusual things they're thankful for, and then use digital content to represent those things on a PowerPoint slide.
http://www.educationworld.com/a_tech/techlp/techlp045.shtml