quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

TRAGÉDIA NACIONAL OU A POLÍTICA À MEDIDA DOS MEDÍOCRES

















O vandalismo neoliberal atacou sem dó nem piedade todo o nosso mundo ocidental.
A superioridade do capitalismo, face a outros modelos económicos, parece basear-se no pressuposto de que, perante uma crise sem aparente solução, é sempre possível instaurar novos sistemas de exploração dos mais frágeis. A esta vantagem acresce ainda o entusiasmo que suscita em todas as mentes medíocres esta simples possibilidade de escravizar os outros. Os políticos de baixo valor têm consciência de que só poderão alguma vez alcançar o poder se, de alguma forma, conseguirem instaurar um regime de medíocres, talhado à medida das suas próprias capacidades.
Não surpreende, portanto, que ao maior partido da oposição ao actual governo de Portugal só lhe ocorra propor-se fazer o mesmo mas em muito menos tempo. O que demoraria seis anos, pode, pelos vistos, ser feito em seis meses. Destruir o Estado é coisa para não mais do que meia dúzia de meses, a acreditar nesses magníficos líderes que nem o diabo suspeita de como terão alcançado tal liderança.
O que mais surpreende no seu discurso é que se limitem a projectar uma redução dos impostos, por via da inibição da responsabilidade do Estado em domínios como os da Educação, Saúde e Segurança Social.Não seria mais honesto acabar pura e simplesmente com os impostos? A mim parece-me que sim. O financiamento das missões restantes do Estado deveria ser assegurado exclusivamente pelas contrapartidas financeiras, negociadas para a concessão a privados da exploração dos serviços de educação, saúde e segurança social.
Caminhar por esta via corresponderia à instauração de um regime político próprio da idade-da-pedra; mas seria honesto. Errado, mas honesto. O que o maior partido da oposição promete fazer é também próprio de um regime político pré-histórico, mas é desonesto. Pontapeia todos os valores da civilização ocidental, mas pode dar votos. Pode dar votos e até maiorias, mas fará correr muito sangue. O que políticos medíocres querem é sangue. Por falta de ideias, anseiam por um guerrinha à sua maneira, à sua medida; só que, como quem abre o guarda-chuva num dia de sol pode estar a pedir o que não quer, também esses políticos não fazem a mais pequena ideia a respeito das consequências que podem ter os disparates que tanto gostam de espalhar por todos os cantos do mundo.
Haja quem os ouça... Isso lhes bastará para mostrarem de que matéria mal reciclada são feitos os seus neurónios.

2 comentários:

Anónimo disse...

Talvez que o homem tenha encontrado o caminho para o socialismo, isto é, uma sociedade sem Estado.

Jorge Barbosa disse...

É a primeira e a última vez que é publicado um comentário neste Blog, cujo autor tenha vergonha de se identificar ou das opiniões que possa ter.