sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Ponto da Situação - Ricardo Araújo Pereira



 

Ponto da situação

Passos Coelho bem avisou que iria fazer cortes na despesa. Só não disse que era na nossa. A nossa despesa com alimentação, habitação e transportes está cada vez menor
 
Os portugueses vivem hoje num país nórdico: pagam impostos como no Norte da Europa; têm um nível de vida como no Norte de África. Como são um povo ao qual é difícil agradar, ainda se queixam. Sem razão, evidentemente.
A campanha eleitoral foi dominada por uma metáfora, digamos, dietética: o Estado era obeso e precisava de emagrecer. Chegava a ser difícil distinguir o tempo de antena do PSD de um anúncio da Herbalife. "Perca peso orçamental agora! Pergunte-me como!" O problema é que, ao que parece, um Estado gordo é caro, mas um Estado magro é caríssimo. Aqueles que acusavam o PSD de querer matar o Estado à fome enganaram-se. O PSD quer engordá-lo antes de o matar, como se faz com o porco. Ninguém compra um bácoro escanzelado, e quem se prepara para comprar o Estado também gosta mais de febra do que de osso.
Embora o nutricionismo financeiro seja difícil de compreender, parece-me que deixámos de ter um Estado obeso e passámos a ter um Estado bulímico. Pessoalmente, preferia o gordo. Comia bastante mas era bonacheirão e deixava-me o décimo terceiro mês (o atual décimo segundo mês e meio, ou os décimos terceiros quinze dias) em paz.
Enfim, será o preço a pagar por viver num país com 10 milhões de milionários. Talvez o leitor ainda não tenha reparado, mas este é um país de gente rica: cada português tem um banco e uma ilha. É certo que é o mesmo banco e a mesma ilha, mas são nossos. Todos os contribuintes são proprietários do BPN e da Madeira. Tal como sucede com todos os banqueiros proprietários de ilhas, fizemos uma escolha: estes são luxos caros e difíceis de sustentar. Todos os meses, trabalhamos para sustentar o banco e a ilha, e depois gastamos o dinheiro que sobra em coisas supérfluas, como a comida, a renda e a eletricidade.
Felizmente, o governo ajuda-nos a gerir o salário com inteligência. Pedro Passos Coelho bem avisou que iria fazer cortes na despesa. Só não disse que era na nossa, mas era previsível. A nossa despesa com alimentação, habitação e transportes está cada vez menor. Afinal, o orçamento gordo era o nosso. Agora está muito mais magro, elegante e saudável. Mais sobra para o banco e para a ilha.



 



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Helena Tavares

Convite para Seminário Internacional



Convidamo-l@ a participar no Seminário Internacional "Ciências Sociais, Conhecimento e Responsabilidade Social", a realizar nos dias 25 e 26 de Novembro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Em anexo segue o programa detalhado assim como outra informação relevante. Caso esteja interessad@ em participar, agradecemos a inscrição prévia no nosso site "http://www.manifestoparaummundomelhor.com". Se pretender um certificado de participação, que tem um custo de 20 euros, seria conveniente que no momento da inscrição nos facilitasse o seu BI e o seu NIF.

Contamos com a sua presença.

Aproveitamos também para informar que marcamos também presença na rede social Facebook em "http://www.facebook.com/pages/Manifesto-Para-Um-Mundo-Melhor/146132612150477".

Manifesto Para um Mundo Melhor




A Coisa Começa a Ficar Preta

La défiance des marchés pousse la France à emprunter au prix fort

LEMONDE.FR avec AFP | 17.11.11 | 19h22   •  Mis à jour le 17.11.11 | 21h08


REUTERS/AMANDA ANDERSEN

La crise de la dette dans la zone euro a contraint la France, et plus encore l'Espagne, à payer jeudi 17 novembre le prix fort pour emprunter sur les marchés. La journée a commencé dans la tension avec de nouveaux records sur le marché des emprunts d'Etat. Plusieurs pays de la zone euro, dont la France et l'Espagne, ont confirmé jeudi leur décrochage avec l'Allemagne, seul Etat de l'Union monétaire à inspirer encore vraiment confiance.

>> A lire : Le "spread" franco-allemand s'envole encore malgré les plans de rigueur

L'écart des taux d'intérêt entre la France et l'Allemagne d'une part et l'Espagne d'autre part s'est encore élargi jeudi matin, juste avant que Paris et Madrid se présentent sur les marchés pour lever plus de dix milliards d'euros.
En fin de journée, l'écart de taux entre la France et l'Allemagne se réduisait à 174,4 points de base.
Le taux à 10 ans de la France, qui évolue en sens inverse du prix des obligations, se repliait à 3,625 % contre 3,699 % mercredi. Le Bund allemand s'échangeait dans le même temps à 1,890 % contre 1,813 % la veille.

"PAS DE DÉFIANCE"
La France est parvenue à emprunter près de sept milliards d'euros sur cinq et deux ans, mais la deuxième économie de la zone euro a payé cher. Le taux est toutefois resté raisonnable, ce qui a quelque peu rassuré les marchés. D'autant que la demande a été au rendez-vous aussi bien en France qu'en Espagne, signe que les investisseurs n'ont pas totalement perdu confiance.
Il n'y a "pas de défiance vis-à-vis de la France et l'adjudication de ce matin s'est déroulée normalement, notre offre de titres a été sursouscrite", a affirmé le ministre des finances français François Baroin.

>> Pour comprendre les mots de la finance, consulter ce lexique

La tension s'est donc relâchée quelque peu, l'écart de taux entre la France et l'Allemagne, qui avait dépassé les 200 points de base en début de journée, se resserrant ensuite à 175. Les Bourses sont toutefois restées dans le rouge, tout au long de la journée, terminant toutes en baisse mais avec des pertes limitées. Paris, plus forte baisse en Europe, a ainsi cédé 1, 78 % en clôture.
SEUIL DANGEREUX POUR L'ESPAGNE
L'Espagne a quant à elle réussi son pari, mais au prix fort. Elle a emprunté 3, 5 milliards d'euros sur dix ans à un taux record frôlant les 7 %, un seuil considéré comme dangereux par les analystes. Pour mémoire, l'Allemagne emprunte sur dix ans au taux de 1, 8 %.
"L'Espagne se rapproche de la zone de sauvetage", réagissait le journal El Pais, exprimant un sentiment généralisé dans la presse espagnole. Faux, a rétorqué la ministre des finances espagnole, Elena Salgado, réfutant l'idée que son pays ait besoin d'une aide de la Banque centrale européenne.
Mais face à cette hausse très nette du coût du refinancement de la dette espagnole, le chef du gouvernement, José Luis Rodriguez Zapatero, a exigé une "réponse immédiate" de l'Europe face à ces turbulences : "Ce que nous voulons, ce n'est pas qu'un, deux ou trois gouvernements prennent les commandes, mais que l'Europe le fasse."

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O Regresso do Moscardo

Os voos do moscardo:

  1. A decisão mais fácil para os nossos políticos é tomar decisões difíceis (difícil seria tomar decisões acertadas)
  2. Para a esmagadora maioria dos portugueses viver é por natureza viver acima das suas possibilidades: se estão doentes, compram remédios - não deviam; se lhes apetece um pão ao almoço, compram-no - não deviam; etc.
  3. Aqueles portugueses que vivem dentro das suas possibilidades - compram o que querem e ainda lhes sobra algum dinheiro para comprar o que não querem nem precisam - devem ser recompensados, porque, esses sim, sabem o que fazer ao dinheiro que têm e até ao que não têm.
  4. Os financeiros querem que lhes sejam pagas as dívidas em compromissos de empobrecimento, mas não em dinheiro; imagine-se a desgraça que seria para eles, se os bancos centrais decidissem produzir moeda num montante que permitisse a liquidação de todas as dívidas dos Estados. O que fariam os bancos, se todo o dinheiro que tivessem fosse em depósitos?
  5. A troika aprendeu a motivar os Estados intervencionados a empobrecer numa escola de treinadores de cães: se os Estados obedecem à ordem de "sentar" dão-lhes mais uns cobres; só que estas lições e correspondentes reforços para os bons alunos estão programados, de forma a reduzir qualquer tipo de imprevisibilidade. Esta redução da imprevisibilidade é indispensável no treino de cães, mas é estúpida no treino de pessoas: é que os cérebros das pessoas, por via de regra, gostam da imprevisibilidade, como um toxicodependente gosta da sua droga - é por isso que os jogos de azar são tão viciantes como a heroína. A troika trata-nos como cães. E os governantes babam-se de satisfação canina.
O moscardo vai voltar a atacar.

JB

Ciclo de Conferências Filosofia e condição tecnológica - 1ª Sessão (A medicina regenerativa e o homem do futuro)


Ciclo de Conferências Filosofia e condição tecnológica *

1ª Sessão | A medicina regenerativa e o homem do futuro

Pedro Granja – INEB

 

25 de Novembro | 17h30

Sala do Departamento de Filosofia (Torre B - Piso 1) | FLUP

 

O Grupo de Investigação Philosophy and Public Space do Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto tem o prazer de convidar V. Exa. para a 1ª sessão do Ciclo de Conferências (2011-2012) Filosofia e condição tecnológica, que contará com a conferência intitulada A medicina regenerativa e o homem do futuro, proferida por Pedro Granja (INEB – Instituto de Engenharia Biomédica - Universidade do Porto) e comentada por Sílvia Ferreira (GFE/IF).

 

No âmbito da abertura do Ciclo de Conferências Filosofia e condição tecnológica, terá ainda lugar a apresentação das publicações mais recentes do Grupo de Investigação Philosophy and Public Space:

- condição humana e condição urbana de Paula Cristina Pereira, publicado pelas Edições Afrontamento;

- A Filosofia e a Cidade - Vol. II, Paula Cristina Pereira (org.), publicado pelas Edições Afrontamento.

A apresentação será realizada pelo Prof. Doutor José Meirinhos, Director do Instituto de Filosofia.

A conferência e a apresentação das publicações terão lugar no dia 25 de Novembro, pelas 17h30, na Sala do Departamento de Filosofia (Torre B - Piso 1) na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Mais informações: http://ifilosofia.up.pt/gfe/?p=activities&a=ver&id=311

 

[Entrada livre]

 

Com os melhores cumprimentos,

Paula Cristina Pereira

Investigadora Responsável do Grupo de Investigação "Philosophy and Public Space"

 


* Ciclo de Conferências (2011-2012)

Filosofia e condição tecnológica

 

Considerada como a última grande fé do homem, alvo de discursos apocalípticos ou de elegias entusiásticas, a tecnologia é parte integrante da nossa época.

Para além de experimento e de modalidade de conhecimento, a tecnologia cruza-se com a condição antropológica contemporânea, manifestando-se na constituição das subjectividades e nos processos de socialização.

Uma apropriação reflexiva do fenómeno tecnológico permitirá analisar as suas implicações na vida social e nas subtis transformações operadas na esfera intelectual, de modo a configurarem-se horizontes comuns para o debate crítico e revisitarem-se, numa reflexão interdisciplinar, as coordenadas semânticas e ontológicas – sempre provisórias – da condição tecnológica do anthropos.

 

Objectivos gerais:

1)      Promover a construção interdisciplinar do debate crítico na comunidade académica e na sociedade;

2)      Contribuir para uma maior intervenção do pensamento filosófico no espaço do conhecimento tecnológico e científico, bem como no espaço público contemporâneo.

 

 

 

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Instituto de Filosofia
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Via Panorâmica s/n
4150-564 Porto
Tel. 22 607 71 80
E-mail:
ifilosofia2@letras.up.pt
http://ifilosofia.up.pt/

 


Despacho do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais

Diário da República, 2.ª série — N.º 217 — 11 de Novembro de 2011 

Gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais 

Despacho n.º 15296/2011 

Nos termos e ao abrigo do artigo 11.º do Decreto -Lei n.º 262/88, de 23 de Julho, nomeio o mestre João Pedro Martins Santos, do Centro de Estudos Fiscais, para exercer funções de assessoria no meu Gabinete, em regime de comissão de serviço, através do acordo de cedência de interesse público, auferindo como remuneração mensal, pelo serviço de origem, a que lhe é devida em razão da categoria que detém, acrescida de dois mil euros por mês, diferença essa a suportar pelo orçamento do meu Gabinete, com direito à percepção dos subsídios de férias e de Natal. 

O presente despacho produz efeitos a partir de 1 de Setembro de 2011. 

9 de Setembro de 2011. — O Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo de Faria Lince Núncio.

Le système social français un peu moins redistributif qu'il y a vingt ans


Le système social français un peu moins redistributif qu'il y a vingt ans

LEMONDE.FR | 16.11.11 | 07h08   •  Mis à jour le 16.11.11 | 09h58

"L'impôt sur le revenu est devenu nettement moins progressif," constate l'Insee.
"L'impôt sur le revenu est devenu nettement moins progressif," constate l'Insee.AFP/LOIC VENANCE

Le système fiscal et social français est légèrement moins redistributif aujourd'hui qu'il ne l'était en 1990. C'est le principal constat dressé par l'Insee dans son portrait social annuel, publié mercredi 16 novembre. Selon l'institut, la multiplication de nouveaux dispositifs sociaux, comme la prime pour l'emploi ou le RSA, n'a pas permis de changer fondamentalement les données de la redistribution.

Ainsi, en France, en 2010, le niveau de vie des 20 % des ménages les plus riches était 7,2 fois plus élevé que celui des 20 % les plus pauvres, avant toute redistribution. Mais le système fiscal et social réduit ce taux à 3,9. Pour les plus riches, c'est principalement l'impôt sur le revenu qui assure le réajustement, quand les plus pauvres voient leur niveau de vie augmenter avant tout par les prestations sociales. "La majeure partie de la redistribution reste assise sur l'impôt sur le revenu et les prestations sociales", avance Alexis Eidelman, un des auteurs de l'étude.
Mais, selon l'Insee, ces deux dispositifs sont moins redistributifs qu'ils ne l'étaient vingt ans auparavant. "L'impôt sur le revenu est devenu nettement moins progressif : les ménages du dernier quintile (les 20 % les plus riches) acquittent un montant plus faible avec la législation 2010 qu'avec celle de 1990, la différence correspond à 5 % de leur niveau de vie", écrivent les auteurs de l'étude.
UN EFFET RENFORCÉ PAR LE BOUCLIER FISCAL
Cet effet a été renforcé par le bouclier fiscal, dont la suppression, en 2011, n'est pas prise en compte dans l'étude. Par ailleurs, la revalorisation de la plupart des prestations sociales en fonction du niveau des prix, et non des salaires, a eu un effet négatif sur le niveau de vie des plus pauvres.
Ces deux effets ont toutefois été compensés en partie par la création de la CSG (Cotisation sociale généralisée) et de la CRDS (Contribution au remboursement de la dette sociale), qui sont plus progressives qu'attendu. "Par rapport aux cotisations sociales [qu'elles ont remplacées], la CSG et la CRDS disposent d'une assiette plus large, intégrant les revenus du patrimoine en plus des revenus du travail", relève l'Insee.
"Contrairement à une idée reçue, la CSG a des côtés largement progressifs : ses taux varient selon la nature des revenus et sont abaissés pour les retraites", détaille Fabrice Lenglart, directeur des statistiques démographiques et sociales à l'Insee. Aussi ces deux taxes touchent-elles davantage les plus riches.
LA BAISSE DES PRESTATIONS AMORTIE PAR LE RSA
Du côté des plus pauvres, la création de nouvelles prestations, comme "la refonte des aides pour l'accueil du jeune enfant" ou le RSA, a permis également de limiterles effets de la baisse relative du montant des prestations.
Les 20 % des personnes les plus aisées touchent, à revenus identiques, 680 € de plus avec la législation de 2010 qu'avec la législation en vigueur en 1990. Les plus pauvres touchent 400 € de moins.
Les 20 % des personnes les plus aisées touchent, à revenus identiques, 680 € de plus avec la législation de 2010 qu'avec la législation en vigueur en 1990. Les plus pauvres touchent 400 € de moins.Le Monde.fr / Insee
Concrètement, les 20 % de ménages les plus pauvres auraient reçu 400 euros en plus, en 2010, si la législation de 1990 avait été appliquée, quand les 20 % les plus riches auraient dû payer 680 euros supplémentaires. Sur l'ensemble des revenus redistribués en 2010 – les ménages les plus pauvres ont perçu 3 893 euros, en moyenne, et les plus riches ont dû verser 10 021 euros –, ces différences restent toutefois limitées. L'étude ne détaille malheureusement pas les données pour les 10 % de Français les plus riches.
Jean-Baptiste Chastand

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O que importa são os outros

L'Empire de la valeur. Refonder l'économie, par André Orléan


L'Empire de la valeur. Refonder l'économie, par André Orléan

par Philippe Arnaud

"L’Empire de la valeur. Refonder l’économie", d’André Orléan. Le Seuil, 340 pages, 23 euros l’économie", d’

Le titre est-il une référence à L'Empire du bien, de Philippe Muray (Les Belles Lettres, 1991), qui pourfendait le politiquement correct ? Pour André Orléan, il est urgent de rompre aujourd'hui avec la "timidité" qui règne dans la théorie économique.

On reproche beaucoup de choses aux économistes. On dit que leur discipline n'est pas une science exacte. Mais c'est une tarte à la crème.
Pour le directeur de recherche au CNRS, signataire du "Manifeste des "économistes atterrés"", l'économie est, surtout, le résultat d'une étroite imbrication entre des intérêts et des idées.
C'est ce qu'il entend montrer d'abord, en revenant sur l'héritage néoclassique, qui est au fondement d'à peu près tous les raisonnements aujourd'hui, de droite comme de gauche.
EFFICIENCE DES MARCHÉS
Etre néoclassique, c'est croire à l'efficience des marchés. Pour le néoclassique, il n'y a de valeur que monétaire (ou financière). Le néoclassique sait bien qu'il n'y a pas de vraies valeurs "objectives", écrit M. Orléan.
Mais il fait comme si. Comme si la valeur des choses était quelque chose de stable, de mesurable, de "substantiel". Comme si la Bourse était un bon indicateur de la santé de l'économie. Comme si la croissance pouvait durer toujours.
Or le but des marchés n'est pas de dire la vérité ; il est de produire de l'"adhésion", rappelle M. Orléan. "Le rôle du marché financier n'est pas de faire connaître une valeur qui lui préexisterait mais, sur la base des estimations subjectives des uns et des autres, de faire advenir une estimation de référence à laquelle tout le monde adhère."
D'où l'étroitesse des hypothèses de la science néoclassique, qui reposent sur la prévision de ce que sera l'"opinion majoritaire". D'où le grand malentendu sur la notion même de valeur.
Peut-on lever ce malentendu ? Peut-on refonder la science économique en intégrant en particulier l'hypothèse d'un mimétisme des individus ? Ou bien l'important n'est-il pas plutôt d'en reconnaître les limites intrinsèques ?
Telles sont les questions que pose ce livre important et ambitieux.

L'Empire de la valeur. Refonder l'économie, d'André Orléan. Seuil, 340 pages, 23 euros.

Une société sans conflit est-­‐elle souhaitable ?


Laurence Hansen-Löve Sujet corrigé
Prépa Sciences Po et HEC

Une société sans conflit est-­‐elle souhaitable ?

Introduction
Le conflit (du latin conflictus, choc, de « confligere », se heurter), au sens large, est une opposition, voire un combat, une lutte. Même si ce type d’opposition n’est pas toujours violent, nous souhaitons le plus souvent l’éviter, car nous le jugeons douloureux et dangereux. Nous avons à l’esprit les conflits violents, par exemple les guerres entre nations ; mais les conflits d’ordre économique sont également redoutés, car ils portent la menace d’affrontements dont le plus fort est a priori le bénéficiaire. Dans la vie privée également, nous souhaitons, dans la mesure du possible, éviter les conflits et les affrontements. Nous rêvons donc presque tous d’une société sans conflit. Toutefois, commençons par noter que la notion de « société » recouvre des réalités extrêmement diverses. La « société », en premier lieu, n’est pas la « communauté ». Une communauté sans conflit (société dite « traditionnelle ») est parfaitement concevable, mais qu’en est-­‐il d’une « société » au sens moderne de ce terme (c’est-­‐à-­‐dire une société non pas « holiste » mais « individualiste ») ? Non seulement les intérêts et les passions individuels dans le monde moderne conduisent les individus à s’entrechoquer, comme l’a bien établi Kant dans son texte fameux sur « l’insociable sociabilité des hommes » (Idée d’une histoire universelle d’un point de vue cosmopolitique, (1784), 4e proposition), mais encore les classes sociales ont des intérêts diamétralement opposées si l’on en croit Marx. D’autre part, nous savons depuis Héraclite que le conflit est le ferment de tous les mouvements donc de tous les progrès, aussi bien dans l’histoire que dans la nature. Une société sans conflit serait donc comme assoupie. Mais une telle société est-­‐elle seulement envisageable aujourd’hui ? Il faudra donc se demander si une « société » (depuis la famille jusqu’à la « société des nations ») sans conflit est concevable, et si oui à quel prix. Nous verrons que de telles communautés ont existé -­‐ au moins en apparence. Mais cela ne signifie pas forcément que nous pouvons souhaiter rétablir les conditions de possibilité de telles « utopies ».

I. Oui car « le malheur, c’est la division » Cléanthe (philosophe stoïcien, 331-­‐ 232)
Les conflits sont cause de souffrance pour l’âme comme pour le corps social. Les conflits naissent de tensions exacerbées. Dans le conflit, chaque protagoniste (ou entité) tente de surmonter le conflit ; la solution la plus simple étant d’éliminer l’adversaire (ou l’instance) antagoniste.

1. Le conflit est cause de souffrance en général
Freud a montré que l’appareil psychique est gouverné par le « principe de plaisir » avant de l’être par le « principe de réalité ». Cela signifie que nous fuyons tout ce qui est source de souffrance. La souffrance est définie comme une tension qui dépasse le seuil du supportable. Les conflits sont en général douloureux, car ils constituent des tensions qui sont, selon les cas, plus ou moins pénibles, voire franchement insupportables. Toute personne saine tente soit d’éviter soit de surmonter les conflits psychiques. Il en va naturellement de même pour le corps social. Toute société tend à éviter ou à surmonter les conflits. Au niveau d’une famille, cela signifie que l’on tentera de réduire ou de nier les oppositions, dans la mesure du possible. Dans les cas de crises insurmontables, par exemple dans un couple, on ira vers le divorce, ou bien l’affrontement deviendra -­‐ potentiellement -­‐ violent. Au niveau d’une société moderne, les sources de conflits sont permanentes, mais elles s’expriment sous forme d’affrontements en principe non violents (contestation, manifestation, grèves etc..) en démocratie. Dans les régimes de type autoritaire, les conflits sont résolus par tous les moyens violents dont l’Etat a le monopole... non légitime ! Au niveau international, les conflits tournent fatalement à la guerre si les rapports de force sont équilibrés. Dans le cas contraire, toutes sortes de violence (impérialisme, terrorisme...) expriment, mais sans les résoudre, ces conflits sans issue apparente (cf. conflit israélo-­‐palestinien, etc.).

2. Les conflits violents sont l’un des grands fléaux de l’humanité.
Les grandes guerres internationales, depuis l’antiquité jusqu’au XXe siècle, ont décimé et martyrisé les peuples, tout en épargnant en général ceux qui les commanditaient (les chefs d’Etat). Il est donc clair pour tous les progressistes et philosophes depuis les Lumières que l’urgence est désormais l’instauration d’une Communauté Internationale imposant à tous les peuples le règlement pacifique de leurs conflits. Tel fut l’objet du Projet de paix perpétuelle de Kant (1795). L’ONU aujourd’hui tente avec plus ou moins de succès d’atteindre cet objectif. Mais les guerres civiles (guerres entre communautés au sein d’un Etat, comme au Soudan ou en Somalie) et les guerres des chefs d’Etat contre leurs propres peuples (Libye, Syrie, Yémen, etc.) ont aussitôt pris la relève. Dans le monde occidental démocratique, les conflits économiques (Etat contre lobbies..) sont une cause permanente de conflits, de souffrance et d’oppression. Enfin, au sein des familles aujourd’hui, les conflits sont souvent très violents malgré les sentiments qui sont censés unir encore des individus de plus en plus autonomes, voire égocentriques.

Conclusion : Tous les conflits nous semblent détestables, depuis la dispute amoureuse jusqu’aux guerres modernes les plus meurtrières. Et pourtant...On aurait tort de confondre conflit et violence. C’est la violence (le conflit violent, éventuellement) qu’il faut redouter. Et non pas le conflit qui est indissociable de la vie des peuples, et de la vie tout court !

II. Mais une société sans conflit est une utopie
La « société » des abeilles ou des fourmis est une société sans conflit car ni l’ordre ni l’autorité n’y sont sujets de contestation. Par conséquent, plus une société se rapproche de ce « modèle » totalitaire, plus elle tend à éliminer les conflits. C’est ce que montrent bien un certain nombre de fables (le film FourmiZ) ou fictions, comme La ferme des animaux ou 1984 de Orwell, ou Le meilleur des mondes de Huxley entre autres.
Aucune société, aucune communauté, aucun groupement humain ne peut éliminer les causes de conflit sauf... par la violence !

1. Violence des traditions ligotant les individus
Dans une société dite « holiste » (voir à ce sujet les textes 21, 22 et 23 de Pierre Clastres, F. Tonnies et Louis Dumont dans mon dossier « La société ») la société est un système clos dont la stabilité et la longévité tiennent à la capacité de ne tolérer que les conflits qui ne remettent pas en cause le principe d’autorité. Les individus sont unis par un idéal commun, ils adhèrent aux mêmes valeurs fondamentales et souscrivent une seule et même morale fondée sur des croyances mythologiques et religieuses. Les conflits à l’intérieur de la société sont donc très limités et ils ne vont pas jusqu’à provoquer des réels déchirements. L’agressivité reste tournée vers un ennemi extérieur, imaginaire ou réel selon les cas. La Grèce de Solon et de Périclès fonctionnait encore sur ce modèle relativement consensuel à l’intérieur, mais très agressif à l’égard du monde non-­‐grec. Aux yeux des modernes, ce type de sociétés « holistes » ne peut plus nous inspirer. D’une part parce que la philia qui unissait exemplairement les anciens (l’amitié au sens politique du terme) n’a plus cours. D’autre part, parce que le désenchantement du monde rend illusoire toute tentative de réunir et d’unifier une communauté autour d’un idéal moral consensuel. Les sociétés modernes, industrialisées et avancées sont définitivement pluralistes (mais pas encore toutes laïques !) et les tentatives pour faire plier les individus en les soumettant de force à la pseudo-­‐légitimité de telle ou telle tradition nous apparaît d’une rare violence (la négation de l’autonomie de la femme au nom de certaines traditions religieuses par exemple).

2. Violence d’une « solution » totalitaire des conflits
Selon Hannah Arendt (Le système totalitaire), Louis Dumont (Essai sur l’individualisme), Karl Popper (La société ouverte et ses ennemis) et Claude Lefort, le totalitarisme est un « pseudo-­‐holisme ». Cela signifie que, selon ces philosophes, les sociétés modernes sont irrémédiablement divisées. Mais cette division est source de souffrance.
Les hommes politiques, démagogues ou populistes, voire fascistes, en cas de crise grave, vont présenter le retour à un ordre ancien (homogénéité ethnique, valeurs traditionnelles, nationalisme) comme la panacée : pour surmonter les conflits, il suffit de...éliminer les causes de conflit, comme le pouvoir de juifs (en 40), les immigrés, les spéculateurs, les agences de notation, les technocrates européens, etc. Pourtant, c’est une illusion, voire une faute grave de croire (ou de faire croire dans le cas des autorités politiques) que la résolution des conflits passe par la suppression pure et simple de l’un des termes de l’antagonisme. Bien au contraire, le principe de base de la démocratie, c’est l’idée d’un retour impossible au « holisme ». La démocratie est un régime qui admet que les conflits (d’intérêts, d’égoïsmes, et de convictions morales) sont irrémédiables et qu’il faut s’en accommoder :
« L'essentiel, à mes yeux, est que la démocratie s'institue et se maintient dans la dissolution des repères de la certitude. [...]
Et voilà encore qui me conduit, non pas à trouver l'explication, mais du moins à repérer les conditions de la formation du totalitarisme. [...]
Quand l'insécurité des individus s'accroît, en conséquence d'une crise économique, ou des ravages d'une guerre, quand le conflit entre les classe et les groupes s'exaspère et ne trouve plus sa résolution symbolique dans la sphère politique, quand le pouvoir paraît déchoir au plan du réel, en vient à apparaître comme quelque chose de particulier au service des intérêts et des appétits de vulgaires ambitieux, bref se montre dans la société, et que du même coup celle-­‐ci se fait voir comme morcelée, alors se développe le phantasme du peuple-­‐un, la quête d'une identité substantielle, d'un corps social soudé à sa tête, d'un pouvoir incarnateur, d'un Etat délivré de la division ».
Claude Lefort, Essais sur le politique Points, Seuil, Essais

Conclusion : La société idéale, éliminant tout conflit n’est pas une fiction inoffensive. C’est une fiction pernicieuse. Ainsi par exemple l’Utopie (1516) de Thomas More est une société dans laquelle il n’y aura aucun conflit mais parce qu’il n’y aura aucune hétérogénéité sociale, aucune marge de manœuvre, aucune contestation possible de l’autorité (prétendument inexistante !) : bref, aucune liberté. De façon générale, toutes les sociétés utopiques ignorent l’histoire et donc l’adversité. Tandis que parallèlement, dans le cas de sociétés réelles poursuivant un idéal utopique, elles se vouent à la guerre permanente avec les adversaires de leur idéal incontestable et néanmoins contesté.

III. Une société sans conflit n’est pas souhaitable
Elle n’est pas réalisable, donc elle n’est pas souhaitable ! La seule vraie question est donc plutôt de savoir comment assumer et civiliser le conflit. Autrefois les membres des anciennes sociétés tentaient d’éliminer la violence interne de la communauté en la détournant vers des objets extérieurs, « construits » à cette seule fin, comme l’a montré René Girard dans l’ensemble de sont œuvre. Les sociétés « modernes » au contraire, tentent d’intégrer et d’assumer les conflits en utilisant deux méthodes. L’une est plus ou moins inconsciente, la seconde plus réfléchie. Il s’agit de l’euphémisation et de l’institutionnalisation des conflits.

1. Conflit assumé, violence euphémisée
Le sociologue Norbert Elias, dans La civilisation des mœurs a évoqué toutes les modalités d’« euphémisation » de la violence que les différentes civilisations ont imposées par étapes afin d’adoucir les moeurs. La sublimation, qui permet de dériver des pulsions agressives vers des objets socialement valorisés a été théorisée et prônée par Freud. Le sport est une autre manière de mettre en scène et même de valoriser la lutte, la rivalité et le conflit. Toujours plus mobilisateur et consensuel, le phénomène du sport apparaît de ce point de vue comme une métaphore du politique dans son ensemble. Norbert Elias (1897-­‐1990, né en Allemagne) nomme «sportisation» ce processus très général d’intégration régulatrice du conflit par la civilisation : professionnalisation des activités, constitution d’espaces dévolus au jeu, instauration d’une temporalité spécifique, dimension conviviale planétaire, unification des règles au niveau international, compétition fraternelle, esprit de loyauté, codification des normes et respect du principe de l’arbitrage sont les procédés par lesquels la violence, ou plus exactement les relations conflictuelles, sont canalisés et réduits par la société de la « violence maîtrisée » (La civilisation des mœurs, Norbert Elias, 1973). Toutefois, la canalisation de la violence et l’adoucissement des conflits par le sport ou par le spectacle (qui résorbe la violence en la représentant) ne sont que l’un des aspects de l’institutionnalisation du conflit dont on a pu montrer qu’elle est l’essence de la civilisation démocratique.

2. L’institutionnalisation du conflit
Le philosophe Kant pensait que l’hostilité entre les hommes était inéluctable, car aucun être humain n’est régi par la seule raison : toutefois l’antagonisme des égoïsmes est aussi un facteur de progrès, voulu, selon Kant, par la Providence (Idée universelle d’un point de vue cosmopolitique). Toutefois « même un peuple de démons » finit comprendre que la paix est préférable à la guerre, surtout lorsque l’interdépendance des sociétés est telle que la destruction de l’une d’entre elles met en péril l’humanité dans son ensemble. Kant a donc formé ce « Projet de paix perpétuelle « qui passe par l’institutionnalisation des conflits au niveau international.
La mission de l’ONU est aujourd’hui d’encadrer et d’arbitrer les conflits, et non pas de les nier ni de les résoudre par la violence (comme l’annexion ou la subordination d’un Etat ou d’une ethnie par exemple). De même, la démocratie est, selon Claude Lefort, le régime qui institue le conflit car elle le sait insurmontable. La démocratie est un régime qui assume et revendique le principe de la « division sociale » (séparation de la politique et de l’économie, diversité des éthiques et des visions du monde, opposition insurmontable des intérêts et des instances représentant ces intérêts..). C’est dans le cadre de cette incertitude assumée et revendiquée que l’homme démocratique accepte l’instabilité chronique et les conflits d’intérêts et de convictions, à la seule condition que ceux-­‐ci soient encadrés et arbitrés, in fine, par l’Etat : « La démocratie moderne affirme de façon irréversible la légitimité du débat portant sur le légitime et l’illégitime » Claude Lefort.

Conclusion : les institutions de la démocratie sont fragiles et faillibles. Aujourd’hui elles n’ont pas assez de puissance ni d’autorité pour assumer leur rôle d’arbitre. Néanmoins, il est clair que telle est bien leur vocation : non pas résoudre les conflits, mais les maintenir dans des limites non-­‐violentes et acceptables par tous.

Conclusion
Le conflit, l’opposition, la lutte, les antagonismes sont partie intégrante de l’existence, comme ils le sont plus généralement de la vie. La vie -­‐ la pulsion de vie -­‐ est elle-­‐même en conflit permanent avec la mort (Eros et Thanatos). Héraclite, qui a montré la nécessité de la lutte et du combat (violent ou non,) l’avait compris, et les plus grands penseurs, de Hegel à Kant ou Freud, l’ont répété et expliqué dans leur propre langage. L’idée d’une société sans conflit est inepte. NI le bonheur, ni la paix, ni l’amour n’excluent le conflit. Notre propre psychisme est structuré par des conflits permanents – pourquoi en irait-­‐il autrement pour la société ? Mais si une société sans conflit n’est pas souhaitable, nous ne pouvons qu’appeler de nos vœux une société moins violente, autrement dit moins injuste. Mais qui ne voit que le combat pour plus de justice sera toujours le vecteur d’innombrables conflits ?