quinta-feira, 13 de novembro de 2008

News Letter do M!C

 

News Letter

11 de Novembro de 2008

Escreve Manuel Alegre no editorial da Revista OPS!

Estou "chocado" com a ministra da Educação

O lançamento do número 2 da revista ops!, dedicado à educação, ocorre depois de factos que não podem deixar de ser salientados: a eleição de Obama, que foi uma reafirmação da vitalidade da democracia americana, e que constitui em si mesma uma grande esperança para os Estados Unidos e o mundo; a manifestação que reuniu em Lisboa mais de cem mil professores em protesto contra o sistema de avaliação imposto pelo ministério; o alerta de 15 antigos reitores em carta enviado ao Presidente da República e ao Primeiro Ministro na qual alertam para o risco de ruptura financeira nas Universidades. E a resposta do ministro do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), de que nas universidades há maus gestores.

Se a eleição de Obama é um facto de mudança, devemos ter consciência de que, num país como o nosso, o que faz mudar é a formação das pessoas, a educação, a cultura, a comunicação, a produção e divulgação científica, a inovação tecnológica e social. Tal não é viável num clima de tensão permanente entre o Ministério da Educação e os Professores, nem num ambiente de incompreensão entre o MCTES e as universidades.

Confesso que me chocou profundamente a inflexibilidade da Ministra e o modo como se referiu à manifestação, por ela considerada como forma de intimidação ou chantagem, numa linguagem imprópria de um titular da pasta da educação e incompatível com uma cultura democrática.

Confesso ainda que, tendo nascido em 1936 e tendo passado a vida lutar pela liberdade de expressão e contra o medo, estou farto de pulsões e tiques autoritários, assim como de aqueles que não têm dúvidas, nunca se enganam, e pensam que podem tudo contra todos.

O Governo redefiniu a reforma da educação como uma prioridade estratégica. Mas como reformar a educação, sem ou contra os professores? Em meu entender, não é possível passar do laxismo anterior a um excesso de burocracia conjugada com facilitismo. Governar para as estatísticas não é reformar. A falta da exigência da Escola Pública põe em causa a igualdade de oportunidades. Por outro lado, tudo se discute menos o essencial: os programas e os conteúdos do ensino. A Escola Pública e as Universidades têm de formar cidadãos e não apenas quadros para as necessidades empresariais. No momento em que começa a assistir-se no mundo a uma mudança de paradigma, esta é a questão essencial. É preciso apostar na qualificação como um recurso estratégico na economia do conhecimento, através da aquisição de níveis de preparação e competências alargados e diversificados. Não é possível avançar na democratização e na qualificação do sistema escolar se não se valorizar a Escola Pública, o enraizamento local de cada escola, a participação de todos os interessados na sua administração, a autonomia e responsabilidade de cada escola na aplicação do currículo nacional, a educação dos adultos, a autonomia das universidades e politécnicos.

Não aceito a tentativa de secundarizar e diminuir o papel do Estado no desenvolvimento educacional do nosso país. Sou a favor da gestão democrática das escolas, com participação dos professores, dos estudantes, dos pais, das autarquias. Defendo um forte financiamento público e um razoável valor de propinas, no ensino superior, acompanhado de apoio social correctivo sempre que necessário. E sou a favor do aumento da escolaridade obrigatória para doze anos. Devem ser criadas condições universais de acesso à escolaridade obrigatória, nomeadamente através de transporte público gratuito e fornecimento de alimentação. O abandono escolar precoce deve ser combatido nas suas causas sociais, culturais e materiais.

Não se pode reformar a educação tapando os ouvidos aos protestos e às críticas. É preciso saber ouvir e dialogar. É preciso perceber que, mesmo que se tenha uma parte da razão, não é possível ter a razão toda contra tudo e contra todos. Tal não é possível em Democracia.

Manuel Alegre

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Lettre d'information de la Bpi - n°22 - novembre 2008

 

Si ce courriel ne s'affiche pas correctement, vous pouvez consulter la lettre en cliquant ici !

d'information novembre 2008 • n°22


Sommaire


Cinéma

Rencontres-Conférences

Cycle Regards critiques avec l'historienne Sylvie Lindeperg

L'Écran des enfants

La manifestation Le Mois du film documentaire à la Bpi

Rencontre avec l'écrivain Gamal Ghitany

Eclairages pour le 21e siècle sur les violences de masse

Conférence Si la science m'était contée sur l'eau

Rencontres dessinées avec Étienne Davodeau

Projections-conférences
Regards critiques


Voir et écouter...


« Histoires d'archives : lire les images du passé  » : cycle de projections proposées par l'historienne Sylvie Lindeperg, qui fera ensuite partager ses analyses des films.
Lundi 3 novembre : Nuit et Brouillard : une histoire de regards
Consultez le programme complet de cette séance sur le site de la Bpi.

Lundi 3 novembre 2008 • 19h30
Centre Pompidou • Cinéma 2
Entrée libre

Visitez l'exposition virtuelle
Les Éditions du Seuil : Histoires d'une maison
• Écoutez les débats, colloques et conférences sur le site des archives sonores de la Bpi !

Projections
L'Écran des enfants


Posez vos questions ...



BiblioSés@me, réseau coopératif de réponses à distance

Chaque mercredi, une sélection de films français et étrangers pour petits et grands.

Mercredi 5 novembre :
Chasseur de dragons
d'Arthur Qwak et Guillaume Ivernel, (2007, 82')
Mercredi 12 novembre :
Des rois qui voulaient plus qu'une couronne
de Randall Meyers et Anita Killi (1999, 30')
Arthur de Guionne Leroy (1998, 5')
Les Sorcières d'Elisabeth Hobbs (2002, 7')

Mercredi 19 novembre :
Les Escargots
de Piotr Sapegin (1999, 6')
Un jour un homme acheta une maison de Piotr Sapegin (1998, 8')
Hamilton Mattres de Barry J. C. Purves (2001, 31')

Mercredi 26 novembre :
Le Petit Manchot qui voulait une glace de Samuel et Frédéric Guillaume (1998, 10')
Trois petits chats de Guy Delisle (1993, 2')
Les Escargots de Piotr Sapegin (1999, 6')
Les Oiseaux en cage ne peuvent pas voler de Louis Briceno (2000, 3'30")
Le Chat caméléon de Gisèle et Ernest Ansorge (1975, 12')
Alice de Nicolas Bellanger (1995, 3')

Consultez le programme complet de ces séances sur le site de la Bpi.

Se connecter...


Les Éditions de la bibliothèque
Bulletin Bpi
Cinéma du réel
Centre Pompidou

Mercredis 5, 12, 19 et 26 novembre 2008 • 14h30
Centre Pompidou • Cinéma 2
Tarifs : 3,5 € / 2€

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

terça-feira, 11 de novembro de 2008

UM EXEMPLO DE NOTÍCIA CORRECTA

Portugal Teachers:

Portuguese government must do better

08/11/08 19:22 CET

world news

Portugal’s teachers have descended on Lisbon en masse. More than 100,000 staff from all over the country gathered for a rally in the centre of the Portuguese capital.

They are furious at the socialist government’s education policies in general, and a new method of assessing teachers’ performance in particular – introduced for the first time this year.

Although they do not question the need for evaluation, they argue that the system as it stands is too bureaucratic, and difficult to operate fairly. But that is not the only issue which sparked such a huge turnout.

They are also unhappy with their work timetable, the way jobs are distributed, and the status of teachers in Portugal.

Acoso escolar

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

terça-feira, 7 de outubro de 2008

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROFESSORES: A COISA ESTÁ COMPLICADA...


"Voz incómoda" deixa avaliação numa fase crítica

PEDRO SOUSA TAVARES (DN)
Professores. Chefe da Comissão sai após 5 meses

Conceição Castro Ramos aposenta-se quando se avaliam 140 mil

A presidente do Conselho Científico para a Avaliação dos Professores (CCAP), estrutura que supervisiona todo o processo de análise e classificação do desempenho, aposentou-se. Uma decisão surpreendente, por acontecer precisamente numa altura em que as escolas estão a generalizar a avaliação a todos os 140 mil profissionais da área.

Conceição Castro Ramos, nomeada para o cargo pela ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, no final de Novembro de 2007, tomou posse já a 21 de Abril deste ano, acabando por deixar as funções ao fim de pouco mais de cinco meses.

Contactado pelo DN, o Ministério da Educação limitou-se a confirmar a saída da especialista e a informar que "está em curso" o processo de preenchimento do cargo. Já Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), não escondeu alguma surpresa com a decisão: "É no mínimo estranho que, tendo tomado posse há tão pouco tempo, a doutora Conceição Castro Ramos não tenha desejado, pelo menos, acompanhar o processo até ao final do ano lectivo".

Fazia críticas "incómodas"

De resto, o sindicalista questionou mesmo se a aposentação não se terá ficado a dever a posições críticas sobre a avaliação docente assumidas recentemente pelo CCAP. "Espero que a doutora Conceição Castro Ramos não se tenha aposentado por haver algum incómodo", disse.

E acrescentou: "Sabemos que, na última reunião do Conselho das Escolas, a senhora ministra da Educação revelou um incómodo muito grande, porque as escolas citaram várias críticas do CCAP ao modelo de avaliação, como o facto de se poderem considerar os resultados dos alunos na avaliação do professor."

No discurso de tomada de posse, em Abril, a antiga inspectora-geral da Educação tinha anunciado ambições a prazo para o CCAP: "O conselho precisa de tempo para ter um pensamento estratégico de acção. Não significa descurar o curto prazo, mas não pode cingir-se ao imediato", disse na altura.

A avaliação de docentes do ano lectivo passado - na sequência de protestos que culminaram numa marcha nacional de 100 mil professores em Lisboa - cingiu-se a uma classificação experimental e simplificada, pelas escolas, de 12 mil professores, contratados ou quadros em ano de progressão na carreira.