sábado, 23 de fevereiro de 2013

E agora, senhor Relvas, o povo mau




E agora, senhor Relvas, o povo mau

Daniel Oliveira
 


A TVI convidou Miguel Relvas para falar sobre o futuro do jornalismo. É um hábito nacional. Em Portugal, não há mercearia ou Universidade que não queira ter um ministro a inaugurar o seu "evento". Mesmo que o ministro em causa não tenha, como é evidente no caso, qualquer pensamento sobre o assunto a ser tratado. Relvas foi, como fora no dia anterior, interrompido por protestos. José Alberto de Carvalho disse, na TVI, que foi um atentado à liberdade de expressão. A deixa foi aproveitada por os que acham que a vida política portuguesa se deveria resumir às guerras de bastidores do PSD e do PS. E que os portugueses deveriam continuar a ser, como os definiu um membro da troika, "um povo bom".
Miguel Relvas fala todos os dias, sempre que quer. Fala sobre o que sabe e o que não sabe. O seu direito a expressar as suas opiniões está mais do que salvaguardado. Quem o interrompeu no ISCTE não teria seguramente como intenção impedir que os portugueses ouvissem as suas doutas opiniões sobre o futuro do jornalismo. Queriam protestar e protestaram.
Portugal sabe bem, pela sua história, o que é estar privado da liberdade de expressão. É coisa séria enão deviam ser os jornalistas a banalizar o conceito. Querem saber o que é pôr em causa a liberdade de expressão? É o ministro que tutela a RTP mandar despedir um cronista da rádio pública porque não gostou do que lá ouviu. É um ministro que assim agiu continuar no seu lugar. E ainda ser convidado pela classe para perorar sobre o futuro do jornalismo.
Miguel Relvas é um símbolo. Um símbolo da desfaçatez e da falta de ética política. No seu comportamento como ministro e como cidadão - como escrevia alguém do "Cão Azul", foram mais os 15 minutos que esteve no ISCTE do que o tempo que passou na faculdade onde supostamente se licenciou. Basta ver a quantidade de ex-governantes envolvidos no escândalo do BPN para perceber que está longe de ser o primeiro deste calibre a estar num governo. Mas estamos no meio de uma crise. As pessoas estão desesperadas e com muito pouca paciência. Exigem, pelo menos, que finjam que as respeitam.
O facto de Relvas ser interrompido em todos os lugares onde vá, o facto de não poder sair à rua sem que os portugueses lhe manifestem a repulsa que lhes causa, é uma boa notícia para a nossa democracia. Quer dizer que os cidadãos ainda não desistiram de tudo. Que ainda não estão completamente resignados. Isso sim, seria trágico. Porque só em democracias discursos de ministros são interrompidos por protestos.
E quer dizer que as pessoas ainda não tratam "os políticos" todos da mesma maneira. Que ainda os distinguem. Mesmo quando são interrompidos nem todos os membros do governo têm direito ao nível de desrespeito que Relvas tem merecido nas suas aparições públicas - todos os restantes ministros têm discursado depois dos protestos. Mesmo perante quem as está a afundar, as pessoas conseguem distinguir entre aqueles de quem discordam e aqueles que, independentemente das suas posições, em nenhuma democracia exigente poderiam ocupar um cargo público.
Esta é a única perversidade que pode ser apontada à perseguição popular a Relvas: pode fazer esquecer a responsabilidade de quem lhe deu o lugar que ocupa. É que nem todos percebem queMiguel Relvas é apenas a versão desafinada de Pedro Passos Coelho.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/e-agora-senhor-relvas-o-povo-mau=f788559#ixzz2LkZyZskO

Os Enganos Colossais de Sua Excelência

O senhor ministro das finanças tem-se enganado sistematicamente nas suas previsões. Poderá ele desvalorizar as previsões que faz. Só que, se as desvaloriza, não tem sentido que as use. Se não são seguras, porque haverá o governo de adoptar o "plano B", ou as "medidas de recurso", que, de resto sempre disse que não tinha, em nome de novas previsões?
É que o erro desta vez é colossal, é mesmo monumental, para usar as suas próprias palavras. A recessão para 2013 não será de 1%, mas de 2%. Na sua linguagem trata-se de uma derrapagem de 1%. Mas a verdade é que essa pequena derrapagem faz com que a recessão passe de um valor para o seu dobro... é  que 2 é o dobro de 1, tanto quanto se saiba, e esta coisa chata não vai poder ser alterada por Decreto, nem por regras de ouro a inscrever na Constituição. E daí... não se sabe. Há quem tenha lata para tudo. Aquilo a que poderíamos chamar uma lata colossal.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O Poder e a Liberdade de Expressão - A Hipocrisia dos Bem Pensantes

Há uma diferença substancial entre "poder de expressão" e "liberdade de expressão". Há pessoas que confundem a sua liberdade com o poder. Mas há que distinguir as duas coisas, porque a liberdade não é, ou não deve ser objeto de contestação, mas o poder pode e deve ser objeto de contestação. 
Aqueles que têm o poder para se exprimir, seja como comentadores, seja como políticos, não compreendem o desespero daqueles que, por não terem esse poder também não têm essa liberdade. 
É natural, é mesmo saudável que quem não tem o poder de se fazer ouvir conteste, sem qualquer preconceito, aqueles que usam o poder de se fazer ouvir, quando aquilo que ouvem é demasiado grave para ser tolerado. E é ainda mais sensato contestar o poder, incluindo o poder de falar, àqueles que, por abuso de poder, e através do apelo ao respeito pela sua liberdade, destróem a dos outros atacando os seus direitos fundamentais, atropelando, sempre que necessário, o contrato (ou a Constituição) que legitima, numa primeira linha, a própria possibilidade de usarem a sua vã glória de mandar. Senhores sociólogos e outros bem pensantes desta praça, que têm os órgão de comunicação social ao seu serviço, era bom que pensassem nisto... Bem, para variar.

Já agora, existe, em Portugal e em português, um repertório muito vasto de canções que podem ser entoadas para mandar calar aqueles que poluem o ambiente, no uso do seu poder, incluindo o de determinar os limites da sua liberdade de expressão, que a dos outros pouco lhes interessa. Essa é também uma herança do passado, como é aquela de Portugal ser um país de miseráveis, mas honrados pagadores de dívidas que, diga-se em abono da verdade, pouco ou nada têm a ver com quem é obrigado a ficar calado por aqueles que determinam, em seu próprio benefício, quem tem direito a falar.

Se os poderosos forem sensatos, o povo cala-se. Se o povo não se cala... 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Estupidez Funcional na origem da crise financeira


LA LOI ET L’ORDRE – La « stupidité fonctionnelle » à l’origine de la crise financière

Les services financiers n'incitent pas leurs employés à sortir des sentiers battus. (REUTERS/PAWEL KOPCZYNSKI)
Les entreprises de services financiers n'encouragent pas leurs employés à utiliser toutes leurs capacités intellectuelles. Pis, ce "management par la stupidité" serait à l'origine de la crise financière de la City, selon une nouvelle étude rédigée par les professeurs Andre Spicer (de la City University de Londres) et Mats Alvesson (de l'université de Lund, en Suède).
Selon cette théorie de la "stupidité fonctionnelle", le monde de la finance serait dicté par le "fais d'abord, réfléchis après". Une attitude qui tend à écarter les questions gênantes, et les longues réflexions sur les actions des salariés – alors même qu'on attend d'eux de grandes compétences.
"De nombreuses entreprises, où l'intelligence des employés est primordiale, telles que les banques et les sociétés de services professionnels, assurent que les compétences sont à la base de leurs activités, écrit Andre Spicer. Cependant, en y regardant de plus près (…, ces entreprises incitent des personnes très intelligentes à ne pas mettre à profit l'ensemble de leurs capacités intellectuelles. Au lieu de cela, les employés sont supposés ne pas trop réfléchir et simplement faire leur travail."
La stupidité fonctionnelle sert en fait à maintenir et renforcer l'ordre dans ces entreprises, ainsi qu'à créer de bons rapports avec les autres salariés en période de croissance. Pas de question, pas de doute : la confiance amène son lot de bienveillance. En cas de crise, en revanche,  cette "lobotomisation" empêche le salarié de sortir des sentiers battus. On évite toute confrontation qui pourrait être constructive. L'étude conclut en soulignant à quel point les capacités cognitives des individus sont limitées dès que s'instaurent des relations de domination au lieu de faire appel aux ressources et compétences des individus.

Une pluie de météorites fait de nombreux blessés en Russie


Alors que la NASA continue à traquer de très près un astéroïde de 45 mètres de diamètre qui frôlera la Terre vendredi soir, une pluie de météorites a provoqué, vendredi, de violentes explosions dans les basses couches de l'atmosphère au-dessus de l'Oural et de régions du centre de la Russie.

"Un météorite s'est désintégré au-dessus de l'Oural, brûlant partiellement dans les couches basses de l'atmosphère. Des fragments du météorite ont atteint la Terre et sont tombés dans des zones peu habitées de la région de Tcheliabinsk", a indiqué l'antenne locale du ministère russe des situations d'urgence dans un communiqué. Selon la même source, l'onde de choc a soufflé les vitres "des étages supérieurs des immeubles".
Plus de 250 personnes ont été blessées, dont trois gravement a indiqué l'antenne locale du ministère de l'intérieur, citée par l'agence Interfax. "Nos informations font à cette heure état de plus de 250 blessés, dont trois blessés graves", a déclaré un porte-parole du ministère, ajoutant que des dégâts avaient été enregistrés dans six villes de la région.
La trace laissée dans le ciel par l'une des météorites, dans le ciel de Tcheliabinsk.
Des habitants disent avoir vu des objets brillants chuter du ciel dans les régions de Tcheliabinsk et de Sverdlovsk.
L'administration de la ville de Tcheliabinsk, citée par Interfax, a pour sa part fait état de nombreux blessés, sans donner de chiffres. "A 11 heures (6 heures àParis), nous avons de nombreux appels pour des traumatismes, des coupures et des contusions", ont indiqué les autorités locales citées par Interfax.
L'onde de choc a soufflé les vitres du bureau d'Itar-Tass dans le centre de Tcheliabinsk, a indiqué l'agence. Un mur s'est effondré dans une usine de Tcheliabinsk, selon un employé cité par Interfax, qui fait état de trois ou quatre blessés sans gravité. Le ministère des situations d'urgence a indiqué avoirmobilisé 20 000 hommes, placés en état d'alerte, et trois avions ou hélicoptères pour inspecter les territoires. Le ministère a appelé la population à ne pas céder à la panique.
A environ 200 km plus au sud-est, à Ekaterinbourg, des témoins ont vu dans le ciel la trace d'un objet en train de chuter.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Visão Inconsciente

Contributo de Descartes para a Modernidade

Contributo de Descartes para a Filosofia Moderna 1

Papa Bento XVI Renuncia ao Pontificado


Le pape, Benoît XVI, renonce à son pontificatLe Monde.fr avec AFP et Reuters |  • Mis à jour le 
Le pape Benoît XVI a annoncé sa renonciation dans un discours prononcé en latin lors d'un consistoire au Vatican, lundi 11 février. Celle-ci  devrait prendre effet àpartir du 28 février, selon le porte-parole du Saint-Siège.
"Je suis convaincu que mes forces, vu mon âge avancé, ne me permettent plus d'exercer correctement le ministère. Dans le monde actuel, en proie à des changements constants, la vigueur du corps et de l'esprit est nécessaire pour gouverner la barque de saint Pierre et annoncer l'Evangile. Cette force, ces derniers mois, m'a manqué, et m'oblige à reconnaître mon incapacité à bien gérer le ministère qui m'a été confié."
  • Un nouveau pape avant Pâques au terme d'un processus complexe
Le pape Benoît XVI a annoncé sa démission dans un discours prononcé en latin lors d'un consistoire au Vatican, lundi 11 février.
  •  Une situation qui n'est pas sans précédent
  •  Un pape marqué par l'histoire du XXe siècle 
Benoît XVI, le 29 décembre.
  • Paris salue une "décision respectable"

Dans son annonce en latin traduite ensuite par le Vatican, et retranscrite par le site Radio Vaticana, Benoît XVI, agé de 85 ans, explique avoir pris sa décision "aprèsavoir examiné à plusieurs reprises [sa] conscience devant Dieu". "Je suis convaincu que mes forces, vu mon âge avancé, ne me permettent plus d'exercercorrectement le ministère", a dit le pape.
Peu après cette annonce, le porte-parole du Vatican, le père Lombardi a expliqué qu'un nouveau pape serait élu avant Pâques, soit le 31 mars. "Le pape a annoncé qu'il renoncera à son ministère à 20 heures, le 28 février. Commencera alors la période de 'sede vacante' ('siège vacant')", a précisé le père Lombardi.
L'élection d'un nouveau pape est un processus complexe qui débute par la convocation au Vatican des cardinaux. Il s'achève par la bénédiction apostolique Urbi et Orbi du nouveau pape.
Federico Lombardi a également précisé que Benoît XVI n'aura "aucun rôle" dans le conclave qui conduira à une nouvelle élection, et devrait mener "une vie de prière" après avoir quitté ses fonctions. "Il a dit très souvent qu'il voulait dédier son temps à la prière, à la réflexion éventuellement à l'écriture (...) Cela dépendra de lui", a-t-il dit.

 Si le cas ne s'était pas produit depuis plus de six siècles, la renonciation  d'un pape s'est déja produite à de nombreuses reprises dans l'histoire de l'église catholique.
Premier pape allemand depuis le XIe siècle, il était monté sur le trône de saint Pierre le 19 avril 2005. Il fêtera son 86e anniversaire le 16 avril. Né Joseph AloisRatzinger, dans une famille modeste de la très catholique Bavière, le futur Benoît XVI était entré en 1939 au petit séminaire. La même année, il est inscrit aux jeunesses hitlériennes, un enrôlement devenu obligatoire par décret.
Eminent professeur de théologie, il devient archevêque de Munich et Freising, en Bavière, entre 1977 et 1981, date à laquelle son prédécesseur, Jean Paul II, l'appelle à Rome pour prendre la tête de la Congrégation pour la doctrine de la foi, ex-Saint Office. Son élection comme pape, le 19 avril 2005, avait été perçue comme un très grand honneur national par les Allemands. Le quotidien populaireBild, le plus lu d'Europe, en avait fait l'une de ses premières pages les plus célèbres en titrant : "Nous sommes pape !".
Dans un livre d'entretiens paru en 2010, Benoît XVI évoquait déjà la question de sa renonciation. Il expliquait à l'époque que "quand un pape en vient à reconnaître en toute clarté que physiquement, psychiquement et spirituellement, il ne peut plusassumer la charge de son ministère, alors il a le droit et, selon les circonstances, le devoir de se retirer."

Le président français a été le plus prompt à régair à cette nouvelle. Il a jugé cette décision "éminemment respectable". "C'est une décision humaine et une décision liée à une volonté qui doit être respectée", a dit le chef de l'Etat.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Autor de relatório do FMI envolvido em escândalo por falsa identidade


Autor de relatório do FMI envolvido em escândalo por falsa identidade

Espanhol Carlos Mulas escrevia sob pseudónimo de Amy Martin e era pago a peso de ouro por Fundação do PSOE, da qual era diretor

Por:
   |   2013-01-23 16:09

O nome ficou conhecido em Portugal devido a posições controversas de Carlos Mulas-Granados, um dos autores do relatório do FMI sobre Portugal, que lançou o debate sobre a reforma do Estado. O espanhol é socialista e já tinha lançado uma campanha contra a austeridade, o que contradiz o que vem inscrito no texto da organização internacional. Hoje, Mulas volta a ser notícia por estar envolvido num escândalo com consequências políticas.

Para além de colaborador do Fundo Monetário Internacional, o economista era também diretor da Fundação Ideas, que é presidida por Alfredo Pérez Rubalcaba (líder do PSOE). E Mulas «era» diretor porque foi destituído do cargo ao início da tarde desta quarta-feira, depois do partido ter comprovado que tinha sido alvo de fraude por parte do então respeitável senhor.

Mulas inventou Amy Martin, uma pretensa especialista em assuntos globais que escrevia artigos para o site da Fundação. Artigos pagos a peso de ouro - e esse dinheiro tem agora de ser devolvido, cerca de 50 mil euros relativos a 2010 e 2011.

A destituição foi confirmada oficialmente pelo vice-presidente da Ideas, Jesús Caldera, que também já avançou para a rescisão do contrato com Mulas: «Tomámos esta decisão depois de verificarmos as informações que apontam para a falsa autoria de uma série de trabalhos pagos pela Fundação a quem assinava com o nome Amy Martin».

No seu ponto de vista, trata-se de uma «gravíssima quebra de confiança depositada em quem até hoje foi diretor da Fundação». «A sua atuação é inconcebível, tanto pelo seu nível intelectual, como pelo seu excelente currículo académico, mas também porque desde segunda-feira tinha vindo a desmentir reiteradamente uma versão contrária ao que se verifica agora», lamentou, ordenando uma «investigação exaustiva» à gestão de Carlos Mulas.

A destituição surge na sequência de notícias publicadas pelo jornal «El Mundo», que denunciaram a identidade falsa de de Amy Martin, uma especialista que cobrava três mil euros por artigo e escrevia de assuntos tão variados como a felicidade ou o cinema nigeriano, mas também a crise da zona Euro, com pontos de vista similares ao de Mulas, no fundo o autor original.

O jornal chegou à conclusão que a analista política cobrava 16 cêntimos por caractere escrito em espanhol e 10 em inglês. Amy Martin tinha marca comercial e logotipo, que estavam registados por Carlos Mulas. Confrontado pelo «El Mundo», o economista nunca reconheceu a fraude, disse ter-se cruzado «apenas uma vez» com a «autora» e chegou a fornecer um email e número de telemóvel americano para a contactarem. Tudo falso e desvendado.

Apresentação do Consultor do FMI que foi expulso por Corrupção


PSOE | Destituido por cobrar bajo una articulista fantasma

Carlos Mulas publicó un libro contra la corrupción

Carlos Mulas, junto a Jesús Caldera, que lo ha destituido como director de la Fundación Ideas. | Javier Lizón / Efe
Carlos Mulas, junto a Jesús Caldera, que lo ha destituido como director de la Fundación Ideas. | Javier Lizón / Efe
  • El creador de Amy Martin aseguraba que para combatir la corrupción la clave era 'reducir los espacios' de oportunidad para que se produzca
Carlos Mulas, quien creó una identidad falsa para cobrar de la fundación del PSOE que él mismo dirigía por escribir artículos bajo el nombre de Amy Martin, publicó en 2011 un libro contra la corrupción. El ahora director de la Fundación Ideas, destituido fulminantemente por el PSOE tras las prácticas publicadas en EL MUNDO, centra la obra en la situación de Iberoamérica pero cuyas conclusiones, según la propia fundación, trascienden "las fronteras de una determinada región".
El trabajo se titula 'Corrupción, cohesión social y desarrollo: El caso de Iberoamérica', y fue realizado por un grupo de expertos bajo la dirección de Mulas, que es también profesor titular de la Universidad Complutense de Madrid, y por José Antonio Alonso, catedrático de este mismo centro.
La Fundación Ideas mantiene en su web una breve reseña del libro. En ella se explica que es un análisis "en profundidad" del problema de la corrupción, sus causas y "modos de combatirla". "Por la oportunidad y relevancia del tema y por el rigor con que se aborda, el libro constituye una aportación relevante en el panorama internacional", se añade.
También se habla de la obra en la página en Internet del Fondo de Cultura Económica, editor del libro. Se explica que una de las conclusiones del trabajo es que la corrupción "se resiste a desaparecer" y que "ningún país" está libre de ella, por lo que el objetivo no debe ser tanto tratar de eliminarla como "reducir los espacios" para que se produzca.
"Reducir los espacios de oportunidad que el marco institucional proporciona al surgimiento de prácticas corruptas, creando mecanismos para identificar, perseguir y penalizar esas prácticas. El presente libro analiza en profundidad este problema", se dice en la web.

En la oficina económica de Zapatero

Mulas es todo un experto en economía. Durante la etapa de José Luis Rodríguez Zapatero en La Moncloa fue subdirector de la Oficina Económica del presidente del Gobierno, dirigida entonces por Miguel Sebastián, posteriormente ministro de Industria.
Según destaca en su propia página web, de su trayectoria "resaltaría" que es Doctor en Economía por la Universidad de Cambridge (Reino Unido), tiene un máster en Relaciones Internacionales por la Universidad de Columbia (EEUU) y es Doctor miembro del I.J. March en Ciencias Sociales (España).
Debido a su gran currículum, Mulas era considera una persona de prestigio en el partido. De hecho, el líder de los socialistas madrileños, Tomás Gómez, lo incluyó en el grupo de 14 sabios creado para que le asesoraran durante la última campaña electoral de las elecciones autonómicas del año 2011.
En su trayectoria profesional de los últimos años recoge que es profesor titular de Economía en la Universidad Complutense de Madrid y consultor del FMI. Asimismo, es bloguero del diario 'El País', donde escribe sobre economía. Aún destaca en su web que es director de la Fundación Ideas, aunque ahora tendrá que añadir que es "ex", tras inventarse a la fabulosa Amy Martin.

Este Senhor Carlos Mulas é simplesmente um dos responsáveis pelo Relatório do FMI sobre Portugal: tudo gente séria...
















Mulas escribió un libro sobre corrupción

El director de la Fundación Ideas, vinculada al PSOE, ha sido cesado

Mulas publicaba artículos bajo el nombre de Amy Martín para cobrarlos después él

El exdirector de la Fundación Ideas, Carlos Mulas, destituido por haber creado una identidad falsa y cobrar de su propia empresa por publicar artículos bajo el nombre de Amy Martín, publicó en 2011 un libro contra la corrupción, una obra centrada en la situación de Iberoamérica pero cuyas conclusiones, según la propia Fundación, trascienden "las fronteras de una determinada región".
El trabajo se titula Corrupción, cohesión social y desarrollo: El caso de Iberoamérica, y fue realizado por un grupo de expertos bajo la dirección de Mulas, que es también profesor titular de la Universidad Complutense de Madrid, y por José Antonio Alonso, catedrático de este mismo centro.
La Fundación Ideas mantiene en su web una breve reseña del libro. En ella se explica que es un análisis "en profundidad" del problema de la corrupción, sus causas y "modos de combatirla". "Por la oportunidad y relevancia del tema y por el rigor con que se aborda, el libro constituye una aportación relevante en el panorama internacional", se añade.
También se habla de la obra en la página en internet del Fondo de Cultura Económica, editor del libro. Se explica que una de las conclusiones del trabajo es que la corrupción "se resiste a desaparecer" y que "ningún país" está libre de ella, por lo que el objetivo no debe ser tanto tratar de eliminarla como 'reducir los espacios' para que se produzca. "Reducir los espacios de oportunidad que el marco institucional proporciona al surgimiento de prácticas corruptas, creando mecanismos para identificar, perseguir y penalizar esas prácticas. El presente libro analiza en profundidad este problema", se dice en la web.
El vicepresidente de la Fundación Ideas, Jesús Caldera, ha destituido a Mulas al "verificar" que creó la identidad de Amy Martín para publicar artículos por los que cobraba a esa misma organización, vinculada al PSOE.

New York Times retrata a pobreza em Portugal - Globo - DN

New York Times retrata a pobreza em Portugal - Globo - DN

domingo, 20 de janeiro de 2013

O Problema é a Mediania


O problema é a MEDIANIA
Ouvi na TV que em média os reformados da Caixa Geral de Aposentações ganham mais 20% do que os reformados da Segurança Social. É possível que seja verdade. Com efeito, um grande número dos pensionistas da Segurança Social é dos regimes não contributivos, isto é, os seus empregadores e eles próprios não descontaram nunca para a reforma. Injustamente (diga-se em abono da verdade) estes pensionistas, que trabalharam (muitos deles), que contribuíram para a riqueza das empresas onde trabalharam, recebem menos do que uma migalha como reforma. É natural que essa miséria que recebem provoque uma descida acentuada da média que lhes diz respeito.
Só que a média é uma mentira. Cada um de nós faz parte de muitas médias. Da média dos homens ou das mulheres (pode dizer-se que, em média, as pensões dos homens talvez sejam mais elevadas do que as das mulheres), da média dos que residem no Norte ou no Sul do país, etc., etc. As médias a que pertencemos (as distribuições possíveis) não nos definem, nós é que as definimos.
Uma pessoa que ganha mil euros de pensão, pela CGA, ganha tanto como uma pessoa que ganha mil euros, pela Seg. Social, um homem que ganha mil euros ganha tanto como uma mulher que ganhe mil euros, e isto independentemente da distribuição em que sejam inseridos, ou da média que seja calculada para cada uma.
A igualdade a que a Constituição se refere é a que determina a relação do Estado com cada cidadão e não com a média da distribuição, onde oportunisticamente o queiram inserir.
O problema é que a mediania atacou violentamente e sem cura à vista os líderes políticos e os líderes de opinião.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Para que Deve Servir a Filosofia?

A filosofia tem que denunciar a origem e a conservação de uma "cultura democrática", onde a produção de "ideias" é absorvida pelo imperativo de as considerar como mercadorias de rápida circulação e renovação, sujeitas aos critérios de "sensibilidade do mercado" e de "interesse dos media". Com efeito, a filosofia não tem nada a ver com a opinião e com a discussão ou argumentação como forma de determinar as opiniões mais "razoáveis" ou mais "justas". A filosofia não pode, não deve, submeter-se às forças dos novos sofistas dos nossos tempos, e deve remeter os debates proposicionais para os gabinetes e laboratórios linguísticos. A filosofia é uma atividade criadora, uma atividade vital, que busca o sentido (uma dimensão sem referência) da realidade vital e da busca da verdade, ou, se se quiser da estética criativa (e não só da criação estética, como se poderia erradamente pensar). Criar é resistir, é fuga ao conformismo, à miséria programada que nos envolve. Filosofar é mostrar vergonha, vergonha dos homens, vergonha de ser homem, e não só por causa das grandes catástrofes (as guerras e atrocidades em geral), mas também pela extrema mediocridade do pensamento, pelo discurso de um homem de Estado, por um programa de TV. Filosofar não é argumentar para definir que opiniões são racionalmente sustentáveis. Filosofar não é deixar tudo como está, depurando, de tudo o que é, aquilo que merece ser. Porque isso é a manifestação mais subtil da mediocridade do pensamento humano.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Despesa social e com salários abaixo da média europeia - Portugal - DN

Despesa social e com salários abaixo da média europeia - Portugal - DN

O Novo Espírito Olímpico e a Espiral Recessiva

"Cortem-lhes as pernas e mandem-nos correr" esta é a palavra de ordem do Governo português, do FMI, etc. Por exemplo:

  • reduzam-se os salários dos portugueses e depois aprovem-se aumentos das propinas no ensino superior. Com efeito, todos nós sabemos que, assim, se diminuirá o número de alunos nas universidades e os correspondentes custos, haverá aumento do desemprego de professores do ensino superior, e os seus filhos não poderão pagar as propinas, reduzindo de novo os custos das universidades, etc, etc.... até que, finalmente as universidades só sejam frequentadas pelos filhos de famílias importantes. Já não têm pernas? Não sejam piegas! Ponham-se a correr.
  • reduzam-se os salários dos portugueses e depois aprovem-se aumentos nas taxas moderadoras para acesso aos serviços de saúde. Já há pessoas a comprar medicamentos diretamente nas farmácias, sem a contribuição do SNS, porque lhes fica mais barato do que pagar a parte que lhes diz respeito do custo do medicamento e as taxas moderadoras para acesso aos serviços de saúde. Mais tarde ou mais cedo, a saúde dos portugueses piorará e muitos acabarão por morrer antes de chegar à idade da reforma. Já agora, reduzam-se também as pensões dos reformados e aumentem-s-lhes os custos com a saúde. Esta é uma verdadeira medida estrutural. Por si só, reduz os custos no imediato e continua a reduzi-los automaticamente no futuro por via da redução do tempo de vida disponível para receber as pensões. 
Cortem-se, portanto, as pernas aos portugueses e ponham-nos a correr. E, se se queixarem, chamem-lhes piegas que é para ver se reagem. Por exemplo:
  • privatize-se a gestão e a propriedade das escolas públicas, despeçam-se professores, reduzam substancialmente os salários dos que fiquem e veremos aqueles alunos que, depois, serão os mesmos que vão ter dinheiro para pagar as propinas das universidades, a ir para outras escolas. Se isto não for suficiente, e não será certamente, a acreditar nas doutas opiniões de técnicos insuspeitos, ponham os pais a pagar as salas de estudo, os apoios educativos e todas as atividades que não tenham a ver com o currículos restrito e tudo se resolverá.
  • criem-se as condições favoráveis para o aumento do desemprego, e, logo que seja possível, quando a coisa atingir proporções alarmantes, cortem-se os subsídios de desemprego. Muitos desempregados acabarão por morrer mais tarde ou mais cedo, para quê estar a gastar dinheiro com eles?
Há quem pense que esta propaganda governamental, oficial (dos seus membros) e oficiosa (dos comentadores) é anti-social, o mesmo é dizer sociopata. Há quem pense que um desbaste populacional é sempre uma medida útil. Por exemplo, se os idosos morrerem mais cedo, a desproporção entre pouplação ativa e pensionistas reduzirá drasticamente, mesmo sem aumento de natalidade e, sobretudo (o mais importante) sem aumento da população ativa. A proporção é isso mesmo, essa coisa que nos permite aumentar o rendimento, a população, etc. reduzindo aquilo que não tem interesse para quem manda. Só que, há uns tempos atrás, a medida mais popular e eficiente era declarar e fazer a guerra contra um outro país qualquer. Morriam uns tantos de um lado e outros tantos do outro lado, e os países voltavam a crescer. 
Cortar as pernas ao povo e depois mandá-lo correr talvez seja um subtileza de cretinice galopante, e, como subtil que é, talvez seja um avanço civilizacional cretino que alguns consideram mais evoluído do que a guerra. 
Não quero tomar partido nesta eventual polémica: mas talvez não fosse mau pensar nisto.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Conhecimento 1

Quem disse que há falta de transparência?


O consórcio francês Vinci ganhou a privatização da ANA, escolhido pelo governo do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. O assessor jurídico da Vinci em Portugal foi o advogado José Luis Arnaut, ex-secretário-geral do PSD, ex-ministro do PSD. Há um mês, José Luis Arnaut foi escolhido pelo governo de Passos Coelho para o assessorar na privatização da TAP, um negócio com aspectos interdependentes do da privatização da ANA.. (Ler artigo de Pedro Gaião no Expresso digital de 2 de Janeiro)